terça-feira, 10 de março de 2015

O triunfo dos monstros: torcedora gremista mudou a aparência e vive exilada por xingamento em campo


patricia
Alguém se lembra do caso da torcedora gremista Patrícia Moreira? Sua vida virou de cabeça pro ar depois que ela foi pega xingando o goleiro Aranha de “macaco” em uma partida entre Grêmio e Santos pela Copa do Brasil no dia 28 de agosto de 2014.
Depois disso, foi processada por injúria racial (processo do qual se safou), teve a casa incendiada. Humilhada em público, ainda foi pedir desculpa aos prantos para o goleiro. Que recusou o pedido.
Segundo matéria do R7, a jovem teve que mudar de emprego, de casa e escolheu a solidão.
O advogado de Patrícia, Alexandre Rossato, confirmou a transformação da sua cliente, que alterna momentos de depressão:
Ela mudou a aparência, mexeu no cabelo e de vez em quando usa gorro para se disfarçar, quando não está tão calor. Quer manter o anonimato e evitar qualquer xingamento ou agressões. As semanas variam entre evoluções e quedas, com todos os sintomas de uma pessoa depressiva, de altos e baixos.
Patrícia desistiu das redes sociais, pois ali passou a ser vítima de xingamentos e bullying.
Patrícia não tem feito nada, tem ficado só em casa, no canto dela. Os irmãos a pegam no fim de semana para não ficar tão presa. Mas ela quer ficar quieta. Trocou telefone, não tem rede social e só agora retomou o contato com alguns amigos
Como ela perdeu o emprego, teve se contentar com um trabalho inferior:
Ela tenta refazer a vida, está em um trabalho inferior ao anterior, mas é uma recolocação. Não é mais ameaçada, mas ficou tachada de racista. No ônibus, as pessoas a reconheceram, apontaram, mas como pega sempre o mesmo, já nem falam mais.
Lamentavelmente, Rossato também adotou o politicamente correto ao falar do caso, mostrando que ele é também vítima e propagador da doença que levou aos ataques contra sua cliente:
Ela foi tão vítima quanto o Aranha. Isso teve reflexo grande na vida dela. Ela tenta reverter, mostrar quem realmente é.
Mentira. Aranha não teve a vida destruída. Não teve casa incendiada. Não perdeu o emprego. Quem quer que equipare as duas consequências, possui ausência deliberada de senso de proporções e se torna incapaz de julgar o que é certo ou errado.
A verdade é que nós só mereceremos viver em sociedades civilizadas no dia em que transformarmos em monstros morais, dignos de rejeição social (a ponto de não merecerem nem mais o direito de frequentarem sua casa), pessoas que criarem situações para a destruição de vida de pessoas a partir de (1) politicamente correto, (2) jogos de vitimismo, (3) retórica de ódio, (4) ausência de senso de proporções, (5) encenações teatrais.
Jornalistas que exaltaram a turba para partir contra a garota deveriam ser tratados como se valessem menos que aquela substância que fica no canto da boca de algumas pessoas que estão com sede e falando muito. São nojentos, imundos, repelentes, etc.
Por sorte descobri que aquela garota de Santa Catarina que estava sendo perseguida por que criticou o estado do Maranhão era fake. É um alívio. Ou seja, psicopatas não conseguiram destruir a vida de uma pessoa, neste caso. Não tiveram o gostinho. Se fosse uma pessoa real, talvez tivesse o mesmo destino dessa torcedora gremista.
Essa epidemia de destruição de vidas de pessoas por absolutamente nada só vai parar quando começarmos a fazer algo e começarmos a apontar o dedo em qualquer formador de opinião, seja jornalista, repórter, jornal ou político, que tenha incitado a isso.
Está em nossas mãos punir moralmente, com rejeição social, a pior escória moral que já pisou sobre a face da Terra: a turma do politicamente correto.
Por: Luciano Ayan

quarta-feira, 4 de março de 2015

As ruas do PT


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Estou chegando da rua.
Tres ou quatro quilômetros em tres ou quatro horas. A aventura imprevisível de sempre.
As ruas do PT são a cara do PT.
Com o que já foi de todos retalhado, fatiado, loteado e “redistribuido” pelos critérios da segregação e do preconceito de classe a cidade que resulta do que São Paulo já foi é a cada dia menor para cada um dos seus cidadãos. Embora cada clientela com peso em qualquer tipo de cálculo eleitoreiro tenha um pedaço do antigo “espaço público” para chamar de seu, cada contribuinte e cada cidadão paulistano tem hoje apenas pedaços das ruas que já foram suas inteiras. Não é mais ele quem escolhe como e por onde quer andar por elas, respeitados os limites universalmente consagrados para preservar por igual os diretos individuais de todos, como acontecia quando vivíamos no limiar de um Estado de Direito.
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Não vivemos mais. Agora cada brasileiro tem um direito só seu segundo a sua “raça” ou sub-raça, o seu gênero ou sub-gênero, a sua “classe” ou sub-classe social, e até o partido ao qual declare simpatia. E não é só modo de dizer. Vale casa paga pelo governo, terreno tomado do alheio, direito de barrar rua de hospital e, é claro, a prerrogativa de delinquir impunemente chancelada pelo novíssimo Supremo Tribunal Federal esse tipo de critério.
Governar, que ha quase meio século já foi sinônimo de “construir estradas”, hoje é tarefa reduzida a “pintar ruas” nas metrópoles tomadas pela doença petista. Fora com os urbanistas, fora com os engenheiros, fora com os “tatuzões” de furar tuneis de metro. Para os almoxarifados das “obras” da prefeitura de Fernando Haddad bastam pincéis e latas de tinta.
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Cada via pública foi fatiada em “faixas” coloridas para ônibus, para ciclistas, para motociclistas, para pedestres, para automóveis, para automóveis de praça. Para o diabo!
O fato da cidade estruturalmente não comportar nada disso não importa a mínima. O PT nunca se dobra aos fatos como nos prova diariamente dona Dilma e a sua Petrobras. Nem que o Brasil inteiro afunde. Que dirá São Paulo!
Assim essas “faixas” todas correm, ora pela direita, ora pela esquerda, ora por cima, ora à margem do passeio público, ignorando obstáculos, subindo até pelas paredes, “ilhando” quilômetros seguidos de comércios e de empregos, anulando gerações inteiras de suor e trabalho e transformando a cidade num labirinto por onde todos se esgueiram apertados de faixa reservada em faixa reservada, de multa em multa, de radar em radar, de limite em limite de velocidade como num joguinho infernal.
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Como desistiram de enfiar os trens por baixo da terra correndo por trilhos desimpedidos como é da natureza desses veículos, o jeito foi trazê-los para a superfície e atirá-los por cima dessa fábrica de loucos, com o requinte de autorizá-los a andar no dobro da velocidade dos demais “porque é preciso favorecer os pobres”. E aí estão eles com seus três, até quatro vagões, os rabos trancando os cruzamentos quando o sinal fecha lá na frente, raspando o seu carrinho como bólidos num desembesto de motoqueiros-gigantes fazendo o seu coração dar saltos e, diariamente, esmagando carros e pessoas em horrendas colisões de elfantes contra formigas.
Mas o mais doloroso, o que mais confrange quem usa as janelas que ha hoje para esse mundo que voa lá fora, é ver a crescente multidão dos imbecis lobotomizados que nossas universidades públicas aparelhadas despejam diariamente nas ruas olharem encantados para esse fatiamento da cidadania, para esse dividir para reinar, essa fórmula primária de socialização da corrupção, essa reedição piorada do velho corporativismo cotrareformista lusitano inventado para barrar a entrada da democracia na nossa eterna idade média, e chamar a tudo isso sincera e orgulhosamente  de “modernidade”.
Aí dá vontade de chorar! De pena do Brasil dos meus filhos!
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Jean Wyllys, saia do armário!

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) ainda não saiu do armário. É uma pena, pois como ele mesmo diz, apesar de difícil, sair do armário é sempre melhor do que permanecer nele. No começo é preciso coragem pra se assumir, mas depois tudo passa a fazer sentido!


Jean Wyllys é um dos estridentes apoiadores do projeto de lei 1780/2011, de autoria do deputado Miguel Corrêa (PT-MG), que estabelece que a “tradição islâmica” faça parte da grade curricular do ensino básico no Brasil. Porque devemos ser plurais, etc.
O interessante é que o mesmo Jean Wyllys afirmou categoricamente – na audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação no Congresso – o seguinte:
“A laicidade pressupõe que o Estado está protegido dos dogmas de qualquer religião. Ou seja, o Estado não pode atender em suas políticas públicas e diretrizes os dogmas de nenhuma religião, senão ele teria que atender os dogmas de todas”.
Mas, então, como justificar o apoio a um projeto de lei que coloca a tradição islâmica no currículo escolar do ensino básico? E por que negar o mesmo para a tradição judaico-cristã?
A fala do deputado reeleito em 2014 pelo Rio de Janeiro – atrás de Jair Bolsonaro, Clarissa Garotinho e Eduardo Cunha – fica mais clara quando ele completa:
“É muito curiosa a preocupação de setores fundamentalistas religiosos no Brasil.Aliás, não fundamentalistas religiosos porque não vemos fundamentalismos
de outras religiões; vemos fundamentalismos apenas as religiões cristãs. Não são todos fundamentalistas, mas há muitos na comunidade cristã!
Ou seja, o problema de Jean Wyllys não é necessariamente com as religiões e seus fundamentalismos, mas especificamente com o fundamentalismo cristão.  O que Jean chama de fundamentalista cristão?
É simples: fundamentalista cristão é aquele que discorda da agenda ideológica da esquerda; e o cristão não-fundamentalista é aquele que aceita a agenda ideológica da esquerda.
Fundamentalistas debaixo da cama
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Jean Wyllys resiste em sair do armário, mas dá muita pinta. Ao ver uma simples foto do grupo Gladiadores do Altar, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), na qual seus membros estão uniformizados e enfileirados, Jean Wyllys surtou em sua fanpage:
 Quando atentaremos de verdade para o monstro que emerge da lagoa? Quando começarem a executar os “infiéis” e ateus e empurrar os homossexuais de torres altas como vem fazendo o fundamentalismo islâmico no Oriente Médio? Não é porque tem a palavra “cristão” na expressão que o fundamentalismo cristão deixa de ser perigoso e não fará o que já faz o fundamentalismo islâmico
É interessante notar que o fundamentalismo islâmico só existe para Jean Wyllys quando lhe permitir atacar o cristianismo em seus arroubos retóricos.  Comparar meia dúzia de jovens evangélicos da IURD com decapitadores de pessoas é apenas um dos absurdos da declaração.
Gladiadores do Altar é um projeto social da Igreja Universal que tem como objetivo recrutar jovens para ações de impacto social em comunidades carentes e durante desastres como enchentes:
Seus membros são voluntários da Força Jovem Universal, programa social que conta com milhões de jovens em todo o Brasil e em outros países e que desenvolve atividades culturais, sociais e esportivas para auxiliar no resgate e amparo de populações de rua, viciados, jovens carentes e em conflito com a lei.   
Como bem definiu a própria Igreja Universal, em excelente resposta postada no site da igreja e distribuída à mídia gospel…
“Buscar uma motivação violenta ou condenável em jovens uniformizados que marcham e cantam unidos em igrejas é tão absurdo quanto enxergar orientação fascista em instituições como o Exército da Salvação e o Movimento Escoteiro, ambas organizações mundiais com base cristã e que, como a Universal, também se utilizam a analogia militar de forma positiva e pacífica”.
A verdade é que para Jean Wyllys pouco importam os fatos. O importante é enxergar em qualquer acontecimento uma prova de que o Brasil é uma teocracia em gestão e apenas um deputado socialista descolado, sempre vigilante no facebook, pode realmente nos salvar! 
Um Foucault tupiniquim
As coisas ficariam mais claras para todos os lados se Jean Wyllys simplesmente saísse do armário e assumisse que sua política é fruto de puro ódio contra cristãos e conservadores. O deputado socialista até perdoa famosos esquerdistas homofóbicos, mas jamais os cristãos:
“O argumento de que ‘Che Guevara era homofóbico’ além de empobrecer uma rica biografia e de simplificar uma personalidade complexa – e só ignorantes são capazes desse reducionismo constrangedor – não leva em conta que em sociedades capitalistas como a nossa e dos EUA os homossexuais são vítimas não só de discursos de ódio, mas de homicídios numa proporção assustadora (…)”
jean_che_reaçonariaOu seja: OK, Che era homofóbico, mas vamos mudar de assunto e falar dos Estados Unidos, aquela maldita democracia fundada por cristãos protestantes onde negros, gays e mulheres podem votar e ser eleitos!
Tal como Michel Foucault – outro socialista libertário encantado com o islamismo – Jean Wyllys até tolera os ensinamentos dos Aiatolás (que não gostam muito de gays né…). Wyllys só não tolera o opressivo cristianismo das democracias ocidentais.
Em tempo: sou contra educação religiosa nas escolas públicas. Religião é uma questão da esfera individual e das famílias e o Estado deve passar longe de qualquer proselitismo.
Mas é uma ingenuidade pensar que os intelectuais de esquerda são contra teocracias: desde que seja uma teocracia inimiga dos Estados Unidos, do cristianismo ou da civilização ocidental, dá pra sentar e conversar. Rola até um encontro entre socialistas libertários e Aiatolás.
Quem sabe um dia, como o filósofo francês que enxergava o Ocidente como uma grande prisão, Wyllys vá visitar o Irã teocrático – onde os homossexuais são enforcados, mas a retórica é anti-imperialista – e volte de lá com ótimas impressões. Vamos lá, Jean, saia do armário!
Por: Thiago Cortez

segunda-feira, 2 de março de 2015

FGTS, INSS e Aviso Prévio - um assalto ao trabalhador, disfarçado de direito


boneco.jpgTodo político adora falar que defenderá "os direitos" dos trabalhadores custe o que custar, que jamais cederá, e que manterá os "benefícios conquistados".
A questão é: há realmente algum ganho para o trabalhador?  Ou há apenas ônus?
Na prática, ao impor encargos sociais e trabalhistas — todos eles custeados pelo próprio trabalhador, como será mostrado mais abaixo —, o governo está dizendo que sabe administrar melhor o dinheiro do que o próprio trabalhador.  
Mais ainda: se o trabalhador é obrigado a pagar por seus "direitos", então ele não tem um direito, mas sim um dever.
Os tais "direitos trabalhistas" nada mais são do que deveres impostos pelo governo ao trabalhador.  E, para arcar com esses deveres, a maior parte do salário do trabalhador é confiscada já na hora do pagamento.
Somente para bancar os benefícios básicos — férias, FGTS, INSS, encargos sobre aviso prévio — são confiscados R$ 927 mensais de um trabalhador que recebe em suas mãos salário mensal de R$ 1.200.
Um funcionário trabalhando em regime CLT, com um salário contratado de R$ 1.200, custará efetivamente ao seu empregador 80% a mais do que o seu salário. 
Confira a tabela abaixo:
tabela.png
Fonte: http://www.campesi.com.br/custofunc.htm
Ou seja, por causa dos encargos sociais e trabalhistas impostos pelo governo, o patrão tem um gasto de R$ 2.127 com o trabalhador, mas o trabalhador recebe apenas R$ 1.200.  Toda a diferença vai para o governo.  
E há quem acredite que isso configura uma "conquista trabalhista" e um "direito inalienável do trabalhador".
Mais ainda: esses não são os únicos custos para o patrão.  Em primeiro lugar, os custos podem variar ainda mais conforme o sindicato de classe, o regime de apuração da empresa e o ramo de atividade.  Há ocasiões em que os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário.  Adicionalmente, a empresa também tem de ter uma reserva para gastar em tribunais, pois sempre há funcionários saindo e acionando a empresa na Justiça do trabalho.  Há também os custos de recrutamento de funcionários, os quais aumentaram muito em decorrência da política de seguro-desemprego e bolsa- família.  E quem paga todos esses custos são os trabalhadores.
Eu mesmo, na condição de empresário, preferiria pagar R$ 2.200 por mês para um funcionário em um país sem encargos e leis trabalhistas do que R$ 1.200 no Brasil.  Com esse salário mais alto eu teria, no mínimo, funcionários mais motivados.  Mas, como não sou uma fábrica de dinheiro, não tenho condições de fazer isso.
Mas a espoliação do trabalhador é ainda pior do que parece.  Veja, por exemplo, o que acontece com o FGTS.  Essa quantia, que poderia ser incorporada ao salário do trabalhador, é desviada para o governo e só pode ser reavida em casos específicos (ou após a aposentadoria).  
Na prática, o governo "pega emprestado" esse dinheiro do trabalhador e lhe paga juros anuais de míseros 3%.  Dado que a caderneta de poupança rende 7% ao ano, e a inflação de preços está em 7,2% ao ano, o trabalhador não apenas deixa de auferir rendimentos maiores, como ainda perde poder de compra real com a medida.  
E para onde vai o dinheiro do FGTS? Uma parte vai para subsidiar o BNDES e a outra vai para financiar a aquisição de imóveis — algo completamente sem sentido, pois a aplicação desse dinheiro na caderneta de poupança já permitiria ao trabalhar obter o dobro do rendimento e, com isso, ter mais dinheiro para comprar imóveis.
E vamos aqui dar de barato e desconsiderar as cada vez mais frequentes notícias de uso indevido desse dinheiro.  (R$ 28 bilhões de reais do FGTS foram investidos pelo BNDES em várias empresas, mas não há nenhuma informação sobre quais empresas receberam o dinheiro, quanto receberam, e quais as condições de pagamento).
No caso do INSS, R$ 398,46 são confiscados mensalmente com a promessa de que o trabalhador irá receber saúde (SUS), seguro de vida e previdência.  Não irei aqui comentar sobre a qualidade e a confiabilidade destes três.  Irei apenas dizer que, caso o trabalhador tivesse a opção de ficar com este dinheiro, ele poderia recorrer ao mercado privado e voluntariamente contratar um plano de saúde, um seguro de vida e previdência por R$ 300 e ainda receber um serviço melhor do que o do SUS.
(E, se o governo eliminasse os impostos sobre esses setores, bem como abolisse toda a regulamentação, o valor poderia baixar para R$ 200, e o trabalhador poderia obter um serviço de maior qualidade.)
Por fim, o aviso prévio faz com que muitas empresas demitam os funcionários sem necessidade.  Por exemplo, se uma empresa está passando por uma fase difícil e não tem certeza de que poderá manter o funcionário por mais de um mês, será mais racional demitir para não correr o risco de mantê-lo por mais tempo e, consequentemente, não poder honrar suas obrigações trabalhistas depois.  
O aviso prévio também trava as empresas, que podem se ver obrigadas a demitir um funcionário produtivo, mas que ainda está no período de experiência, e ao mesmo tempo manter um funcionário improdutivo, mas que já cumpriu o período de carência.  Tudo isso só para não pagar o aviso prévio.
Esse custo da improdutividade será descontado de todos os funcionários.
E tudo isso para não mencionar os outros impostos que incidem sobre as empresas e que afetam sobremaneira sua capacidade de investir, de contratar e de aumentar salários.  No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%, mas há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor.  Adicionalmente, há também a CSLL(Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%.  PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta.  Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal.  Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.
O custo de todo esse sistema para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que ele possa oferecer (se é que há alguma).  
Dado o atual arranjo, seria muito mais proveitoso tanto para o trabalhador quanto para as empresas dobrar o salário-mínimo e eliminar os encargos sociais e trabalhistas.  Haveria mais dinheiro nas mãos de cada trabalhador, haveria uma mão-de-obra mais motivada, e ainda atrairíamos muito mais empresas para o país, o que naturalmente forçaria ainda mais o aumento natural dos salários.  Isso, por si só, tornaria obsoleta a lei do salário-mínimo, levando à sua extinção.

Por: Renato Furtado