sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A economia do proibicionismo, as ciclofaixas e os kulaks de Higienópolis


ciclovia.jpgA análise econômica do proibicionismo se concentra nas consequências não intencionais das proibições, contrárias à intenção de seus defensores. As causas do fenômeno, por sua vez, são atribuídas a fatores psicológicos, como os instintos que levam alguns a tentar impor valores aos outros, mesmo nos casos nos quais a ação proibida não gera danos a terceiros.
Mas será que existiriam causas econômicas?
Além de sua origem instintiva, existe um aspecto econômico que ajuda a explicar a expansão do proibicionismo.  Como será demonstrado a seguir, a ênfase dos governantes em projetos que proíbem ou restringem algum comportamento individual dos governados faz parte de uma estratégia racional de sobrevivência política de baixo custo em estados altamente endividados — os quais sofrem resistência, por parte da sociedade, ao financiamento da expansão de seus gastos.
A exposição do argumento requer o exame dos incentivos e restrições enfrentadas pelos políticos. Estes últimos operam em um ambiente que mostra tendência à expansão de sua influência e tamanho.
Iniciemos com a revisão dos dois motivos básicos por trás das falhas de governo, que ironicamente fundamentam essa expansão do estado.
Em primeiro lugar, os governos falham porque seus agentes não são tão inteligentes quanto se supõe. Em termos gerais, a substituição do mecanismo descentralizado dos mercados pela ação estatal centralizada implica, dado o pressuposto de conhecimento limitado por parte de qualquer grupo de agentes, a redução da capacidade de se levar em conta nas regulações e projetos as informações dispersas sobre os detalhes do infinitamente complexo ambiente econômico.
Isso se manifesta por meio das consequências não intencionais do plano central, contrárias aos objetivos de seus idealizadores. Concretamente, isso significa que intervencionismo gera empobrecimento.
Em decorrência da ignorância da teoria econômica, esse empobrecimento tem um efeito curioso, que poderíamos denominar Lei de Say do Intervencionismo: as falhas de governo geram sua própria demanda. Os problemas gerados pelo insucesso das intervenções prévias são atribuídos a mercados pretensamente desregulados, o que acaba gerando pressão por novas medidas corretivas da mesma natureza daquelas que causaram o problema inicial. Quanto pior o desempenho de uma solução estatal, mais verba é exigida para tornar mais "eficaz" essa mesma solução.
Em segundo lugar, os governos falham porque seus agentes não são tão altruístas quanto se supõe. Se adotarmos a hipótese aparentemente escandalosa de que políticos gostam de poder e funcionários públicos de dinheiro, o estado interventor irá ofertar privilégios legais que conferem poderes monopolistas a empresas estabelecidas, que por sua vez usarão parte do ganho de monopólio pilhado do consumidor para pagar impostos e financiar campanhas políticas.
Como os eleitores não têm como monitorar de perto o comportamento dos políticos e cada privilégio legal conferido pelo estado gera ganhos concentrados para poucos e custos pagos por todos, existem condições para que na esfera política minorias façam lobby, obtenham vantagens monopolistas e efetivamente explorem a maioria da população.
As duas fontes de falhas de governo interagem para a expansão do setor estatal.
Intervenções mal sucedidas geram demanda por mais intervenções, que exigem transferência de recursos para o setor púbico, que se cristalizam na forma de poder para políticos, salários para funcionários públicos, ganhos para firmas associadas e, em geral, migração de esforços da atividade de produção (competição nos mercados) para a atividade de 'predação' (competição na arena política).
A consequente perda de dinamismo da economia, como em uma bola de neve, convida então a mais poder conferido aos políticos.
Esse mecanismo de expansão do estado exige cada vez mais do setor produtivo. Como se trata efetivamente de um modelo de exploração, a analogia com o parasitismo é apropriada. O parasita se expande à custa do hospedeiro até o limite imposto pela debilitação demasiada deste, que ameaça o futuro do parasita. O nosso hospedeiro, o setor produtivo, tende a criar mecanismos de defesa contra as investidas do parasita em expansão.
Financiamento monetário gera defesas, como ajustes nas expectativas sobre aumentos de preços e indexação; endividamento prolongado exige juros cada vez maiores para novos empréstimos e aumentos de carga tributária geram custos políticos. Em equilíbrio, a resistência marginal a cada fonte de transferência para o setor público deve ser igual, a menos que surjam oportunidades de exploração geradas por mudanças em alguma circunstância relevante, criando oportunidades para o empreendedorismo político.
Portanto, em um cenário no qual as extrações por meio de inflação, endividamento e tributação já atingiram patamares que envolvem resistências consideráveis, o político se encontra em um cenário aparentemente sem alternativas. Para sobreviver no curto prazo (a competição política puniria impiedosamente quem pensa no longo prazo), o político tem de deixar sua marca.
Mas como encontrar recursos para a construção de um novo elefante branco que sirva como vitrine? Afinal, as gestões anteriores já dilapidaram os recursos públicos passados e futuros em obras caríssimas e investimentos sem sentido, deixando como subprodutos privilégios, burocracia e cabides de emprego. A população, por sua vez, reclama de falta de líderes como os do passado, ignorando que foram as ações destes últimos que amarraram as mãos de seus herdeiros.
Uma solução racional de baixo custo para o político é dada pelo proibicionismo: a imposição de normas que proíbem ou restringem algum tipo de comportamento dos governados. Já que não existem novos recursos públicos para serem gastos diretamente, então que os custos das "realizações políticas" de um governante sejam pagos pelos outros, em uma nova modalidade de extração de recursos.
Para que essa solução seja viável, precisamos investigar sua demanda. Com certeza, apela aos instintos básicos da população: quantas vezes, diante da existência de algum problema, ouvimos alguém afirmar que deveria existir alguma lei proibindo diretamente algum comportamento que se crê ser a sua causa? Ao contrário do economista, que examina consequências não intencionais e investiga, além dos benefícios, também os custos de cada decisão, a opinião de senso comum percebe apenas boas ou más intenções por parte das pessoas, passíveis de correção por parte do estado paternalista.
No ambiente político contemporâneo, marcado pela ausência de respeito pela diversidade de opiniões em favor da divisão totalitária e moralizante entre as posições dos esclarecidos e dos ignorantes, o proibicionismo ressoa fundo naquele que acredita que o mundo seria um lugar melhor se os outros seguissem o seu próprio exemplo, modelo de virtude politicamente correta.
Mas, para que de fato funcione, o proibicionismo deve impor custos preferencialmente aos outros, como ocorre em qualquer modalidade de escolha política. Como dizia Mussum, "O governo tá certis!", desde que a política não afete o preço da cachaça.  Como a adoção de padrão esdrúxulo de tomada elétrica afeta a todos, a proibição é quase universalmente detestada e não gera dividendos políticos por parte da demanda.
As proibições de jogos eletrônicos de tiros, venda de brinquedos associados a alimentos, armas de brinquedo, sacolas plásticas em supermercados ou de álcool não diluído em água, por outro lado, como afetam grupo mais restrito de pessoas, têm apelo maior.
O mesmo ocorre com a redução artificial de limites de velocidade, pretensamente em nome da segurança, que extrai dos motoristas os altos lucros da indústria das multas.
A assimetria de imposição de custos explica assim o surgimento de propostas fantásticas como aquela que propõe limitar a 30 Km/h a velocidade de veículos em todas as ruas de certos bairros. Maurício de Souza pode ficar bravo, com razão, com a ideia de proibir as maçãs da Mônica, mas quais consumidores se importariam a ponto de se organizar politicamente para bloquear a iniciativa?
Naturalmente, quanto mais alto for o custo imposto a um grupo, maior será a resistência. Isso nos leva ao exame do aspecto ideológico do problema. A eficácia do proibicionismo pode ser reforçada por fatores ideológicos se a resistência por parte daqueles que arcam com as consequências da proibição for distorcida pelo discurso governista, apresentada como se fosse manifestação reacionária de alguma classe de vilões.
Se a criação de classes imaginárias puder coincidir com alguma divisão entre uma postura moral correta e outra condenável, o ganho político é potencializado, angariando simpatia até mesmo daquelas pessoas cheias de remorsos, que se enxergam como membros da fictícia classe vilã!
Essa manobra, porém, tende a surtir efeito apenas junto aos intelectuais, já que as classes propostas nas explicações dos políticos existem apenas na imaginação, enquanto a população do mundo real sofre as consequências da verdadeira exploração entre classes: aquela imposta pelos monopólios concedidos pelos políticos aos seus clientes.
O contraste entre os dois tipos de teoria de exploração e a lógica do proibicionismo pode ser ilustrado pelas recentes administrações municipais de São Paulo. Castigada ao longo do tempo por prefeitos que legaram aos paulistanos uma cidade endividada, com excesso de funcionários, altos impostos e serviços públicos de péssima qualidade, São Paulo preenche as condições iniciais descritas pela nossa análise.
Durante a gestão Kassab, a despeito do significativo aumento do IPTU, não se pôde perceber melhora na qualidade dos serviços prestados pela prefeitura. Em cenário no qual não se cogita reformas liberalizantes e a situação fiscal não permite obras de impacto no curto prazo, a alternativa que restou para fugir de uma má avaliação por parte dos eleitores foi o proibicionismo. A realização que marcou tal gestão foi a "lei da cidade limpa", que proibiu a atividade de publicidade externa privada na cidade e impôs reformas nas fachadas dos estabelecimentos comerciais, em nome de valores estéticos.
Admitindo para fins de argumentação a legitimidade desse tipo de intervenção, a valorização de fachadas em áreas de interesse histórico e eventuais abusos de publicidade poderiam ser tratados por aplicação da legislação prévia, mas o proibicionismo mais contundente gerou o efeito político desejado, a um custo irrisório para a prefeitura: a maioria da população apoiou entusiasticamente a medida e os custos foram transferidos para uma minoria de lojistas e de pessoas associadas ao mercado de publicidade externa. Além disso, a prefeitura garantiu para si o monopólio do segmento.
Na gestão Haddad, o primeiro impulso foi buscar novos aumentos do IPTU para financiar mais "soluções" para os problemas do município, deixando intocadas as ineficiências existentes que sorvem o enorme orçamento público municipal. Barrada essa tentativa de aumento de impostos, restou ao prefeito novamente deixar sua marca através do proibicionismo, desta vez no setor de transportes: faixas exclusivas para ônibus e bicicletas.
Por um custo irrisório para a prefeitura, os motoristas gastam algumas horas a mais por semana se deslocando pela cidade para abrir espaço para faixas completamente vazias de ônibus e bicicletas. Além do apoio a essas iniciativas, a prefeitura espera aumento significativo de arrecadação com a fiscalização eletrônica de violações dessas proibições.
Mas, como neste caso os custos incorridos pela população são consideráveis, piorando o que talvez seja a principal desvantagem de viver na cidade, a reação negativa foi considerável, o que requer considerável investimento ideológico para reverter a avaliação negativa do prefeito.
Os argumentos utilizados para desacreditar os críticos utilizaram um dos maiores talentos dos políticos, a saber: a exploração dos instintos tribais da população por meio da sugestão de divisão da sociedade entre classes antagônicas. Afinal, intelectual odeia riqueza, motoristas detestam motoboys e pedestres não gostam de ciclistas.
Muitos argumentos empregados invocaram lutas de classes entre ricos proprietários de automóveis e pobres usuários de ônibus e bicicleta ou ainda o confronto moral entre motoristas sem consciência ecológica e usuários das demais modalidades, possuidores dessa consciência. A resistência é atribuída, por exemplo, à elite "coxinha" do bairro de Higienópolis: dondocas consumistas não estariam dispostas a perder algumas vagas de estacionamento para dar passagem a ciclistas, ocupados em salvar o planeta.
A manipulação ideológica desses "conflitos de classe" varia conforme a necessidade do momento. Na URSS, sob o peso dos fracassos do planejamento, a classe conspiradora dos grandes proprietários de terra (kulaks) foi ampliada até finalmente incluir o agricultor com apenas uma vaca. Em São Paulo, a vítima social favorita na gestão Suplicy, o motoboy, é agora ignorado e substituído pelo ciclista, conforme as antigas faixas de motos são convertidas em ciclovias.
A demonização de opositores nesse processo nos oferece a oportunidade de contrastar as fantasiosas concepções sobre lutas de classe utilizadas pelos demagogos com a teoria da exploração relevante, esboçada no início deste artigo. Enquanto alguns fantasiam sobre seu bom-mocismo, a maioria padece parado no trânsito ou no ponto de ônibus e o pobre se endivida para comprar motos para fugir do péssimo sistema de transporte público.
Por que não são realizadas então mudanças significativas no setor de transportes urbanos, sistematicamente mal avaliado pela população? Por que a regulação não induz competição e eficiência? O profissional do ramo consulta os manuais de microeconomia, em busca de uma racionalização para a regulação existente: o transporte seria um monopólio natural, as ruas são bens públicos, existiriam externalidades significativas no ramo, que seria repleto de assimetrias de informação. Essas fontes de falha de mercado justificariam a regulação vigente.
O cético, pelo contrário, acredita que a perene má qualidade do transporte é explicada por regulação que obedece a lógica da aliança entre políticos e empresários: estes últimos obtêm receitas em ambiente livre de pressões competitivas em troca de, entre outras coisas, financiamento de campanha dos primeiros. O ônus político gerado pela transferência de recursos dos passageiros para as firmas do setor pode ser diminuído por congelamento de tarifas acompanhado de transferência indireta via subsídios cada vez maiores, como em São Paulo.
A existência de faixas exclusivas vazias ilustra perfeitamente as "contradições internas" da política de transportes: ceteris paribus, cartéis não têm interesse em expandir a oferta de um serviço, a menos que consigam dificultar a oferta das modalidades rivais, fora do cartel.
Esta explicação "cínica" para a má qualidade do serviço de transporte, infelizmente, não pode ser ilustrada diretamente, pois acordos de exploração política, pela sua própria natureza, nunca são públicos. O setor, de fato, apresenta a falta de transparência típica da atividade governamental. Mas a natureza anticompetitiva da regulação é indiretamente revelada o tempo todo.
Considere, por exemplo, a regulação dos perueiros na gestão Suplicy. A proibição da atuação de perueiros independentes ocorreu precisamente no momento em que estes, atuando de forma competitiva, se recusaram a acompanhar o aumento de tarifas do serviço prestado pelas companhias de ônibus. No novo sistema, esse resquício de competição foi eliminado pela substituição das vans independentes por cooperativas integradas ao esquema de divisão do mercado entre as firmas do setor.
Fica ao leitor a tarefa de estudar, na seção policial dos jornais, os laços entre partidos políticos, vereadores, companhias de ônibus, sindicatos, cooperativas e crime organizado que marcam a gestão do segmento desde então.
Considere ainda a rapidez com a qual são bloqueados em diversos locais do mundo os avanços tecnológicos, como os aplicativos de carona, que ameaçam os privilégios monopolísticos conferidos pela regulação da atividade de taxista. A exploração via regulação não apenas protege os interesses dos ofertantes estabelecidos, como impede que ocorra o processo de descoberta de novas formas de atender as necessidades da população. Os analistas da área de fato julgam inconcebível a existência de arranjos diferentes daqueles vigentes.
Isso nos leva ao contraste entre as soluções que seriam trazidas pela inventividade resultante da competição e as soluções dos burocratas, que pateticamente nos oferecem como opção um mar de bicicletas, como se estivéssemos em alguma cidade pobre da China de algumas décadas atrás.
Restrito pela falta de confiança no poder inventivo de homens livres e pelo medo de perda de apoio das demais pessoas que lucram com os esquemas vigentes de exploração da população, o político moderno é profundamente conservador, no sentido de que não cogita em absoluto alterar a lógica desse mecanismo de exploração.
Na impossibilidade de alimentá-lo ainda mais, resta a alternativa de proibir paternalisticamente algum tipo de comportamento. Aguardemos para descobrir qual será a proibição preferida pelo próximo prefeito.

Por Fabio Barbieri

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Conheça alguns apoiadores do PT. Gente fina, gente muito fina…


lula_e_fidel
Uma compilação maravilhosa para fornecer uma bela ilustração de quem acompanha o PT. No lema “diga-me quem te apoia e eu direi quem você é”, podemos ter uma ideia da “nata” que está torcendo pelo PT.
Seguem então algumas pessoas, grupos e organizações que querem a reeleição de Dilma:
A “CUMPANHEIRADA”
  • José Dirceu, ex-Chefe da Casa Civil do governo Lula, atualmente cumprindo pena por corrupção, peculato, extorsão, lavagem de dinheiro no escândalo do Mensalão
  • José Genoíno, ex-presidente do PT, atualmente cumprindo pena por corrupção ativa e formação de quadrilha no escândalo do Mensalão
  • Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, atualmente cumprindo pena por corrupção ativa no escândalo do Mensalão
  • Antonio Palocci, ex-Chefe da Casa Civil do governo Dilma, que renunciou após denúncias de enriquecimento ilícito
  • André Vargas, que renunciou após denúncias de envolvimento nos crimes investigados pela Operação Lava-Jato
  • Lula, ex-presidente do Brasil, que nunca sabe de nada, mas que sabe que não tem nenhum problema em roubar dinheiro de bancos
  • Rosemary Noronha, affair de Lula e versão feminina de Carlinhos Cachoeira
  • Lulinha, filho de Lula que foi de um monitor de zoológico a milionário em três anos
  • Henrique Pizzolato, petista ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foragido na Itália após denúncias de envolvimento no Valerioduto
  • Marcos Valério, empresário de confiança de José Dirceu, atualmente cumprindo pena por comandar o Valerioduto, canal pelo qual passava o dinheiro do escândalo do Mensalão
  • João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no escândalo do Mensalão
  • Erenice Guerra, ex-Chefe da Casa Civil do governo Lula e braço-direito de Dilma, que renunciou após denúncias de envolvimento com casos de corrupção
  • João Santana, marqueteiro do PT que construiu a máquina de mentira, medo e difamação contra Marina Silva durante as eleições
  • Rui Falcão, presidente do PT, segundo o qual a imprensa livre abre caminho para nazismo e fascismo
  • Maria do Rosário, ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos, que só entra em cena quando um criminoso sente-se prejudicado por um cidadão
FORO DE SÃO PAULO
  • Fidel Castro e Raul Castro, ditadores socialistas cubanos que amam Rolex e camisas da Nike
  • Cristina Kirchner, presidente da Argentina, que enquanto quebra seu país, enriquece 687%
  • Nicolas Maduro, sucessor de Hugo Chávez que subiu ao cargo de presidente em cima dos cadáveres de mais de 40 venezuelanos opositores
  • Evo Morales, presidente da Bolívia, que faz vista grossa aos traficantes e escravos que saem de seu país
  • Manuel Zelaya, ex-presidente deposto de Honduras, bem acolhido no Brasil pelo governo Lula
  • Rafael Correa, presidente do Equador, que censura a mídia numa tentativa de impedir o “avanço da direita”
  • Michelle Bachelet, presidente do Chile, socialista que lutou contra a ditadura chilena, mas se cala diante das execuções do “democrático” governo venezuelano
ILUSTRÍSSIMAS EXCELÊNCIAS
  • Paulo Maluf, cuja candidatura foi cassada, e é procurado pela Interpol por conspiração e remessa de dinheiro ilegal
  • Fernando Collor, ex-presidente do Brasil, que sofreu impeachment
  • José Sarney, ex-presidente do Senado, e também patriarca do coronelismo maranhense
  • Luciana Genro, piçolista presidenciável derrotada que ficou ofendida ao ser chamada de “linha auxiliar do PT”, mas que estuda apoio a Dilma
  • PCdoB, partido posto em ilegalidade por Eurico Gaspar Dutra por defender regimes genocidas
  • Graça Foster, CEO da Petrobras, investigada por prejuízos na compra da refinaria de Pasadena
  • Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, investigado por esquemas de propinas dentro da estatal
  • Renan Calheiros, peemedebista presidente do Senado, recordista imbatível nos Atos Secretos
  • Eduardo Suplicy, petista candidato ao Senado derrotado ainda que tenha tentando incansavelmente esconder o partido ao qual é filiado
  • Marcelo Freixo, piçolista, eleito deputado federal, garoto colírio do movimento Black Bloc e santo do filme Tropa de Elite 2
  • Fernando Haddad, petista prefeito de São Paulo, que achou que melhoria o trânsito pintando o asfalto de vermelho
  • Jean Wyllys, piçolista eleito deputado federal após ser derrotado no BBB, que usa seu cargo pra reclamar de salário e crente
TERRORISTINHAS
  • Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), grupo terrorista ligado ao Foro de São Paulo gozando de status de partido
  • Cesare Battisti, terrorista comunista acolhido no Brasil pelo governo Lula
  • Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), grupo terrorista islâmico que filma decapitações de ocidentais, e com quem Dilma quer se trave um gostoso e produtivo diálogo de ideias
  • Hamas, grupo terrorista que empreende uma cruzada pelo fim de Israel, que quando se defende, recebe acusações unilaterais de um Brasil anão diplomático
  • MST e MTST, grupo terrorista financiado pelo PT que há tempos desconhece o termo “propriedade privada”
  • Vladmir Putin, czar russo e ex-KGB parceiro do Brasil nos BRICS, para o qual o Brasil faz vista grossa quando seus militares derrubam aviões
  • Kim Jong-un, ditador socialista da Coreia do Norte, que agradece a complacência do Brasil por permitir que o PCdoB emita nota homenageando-o
  • Dési Bouterse, ex-ditador e atual presidente (?) do Suriname, que pode relembrar seus Assassinatos de Dezembro de um camarote na abertura da Copa no Brasil
A ZELITE BRANCA PAULISTA FASCISTA
  • José de Abreu, ator e eleitor do PT que adora passar suas férias em Cuba, mas pra morar, só na França
  • Eike Batista, empresário recém retornado à classe média após frustantes parcerias com o PT
  • Odebrecht, megaempresa de rabo preso com o PT que faz universitários acharem que isso faz do partido uma legenda direitista
  • BNDES, banco estatal responsável por distribuir o bolsa-empresário, mascarando assim o capitalismo de Estado petista com um verniz liberal
  • JBS Friboi, megaempresa e megadoadora para a campanha petista
  • Sindicato dos Petroleiros, um pelego que enviou a todos os seus associados e-mails pedindo votos para o PT
  • OAB, órgão aparelhado que quer negar o registro do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa por “falta de ética”
  • FIFA, paraministério brasileiro do futebol, a qual foi gentilmente isenta de 1,1 bilhões de reais pelo governo para a Copa do Mundo
IN MEMORIAM
  • Mahmou Ahmadinejad, ex-ditador do Irã, negador do Holocausto, enforcador de homossexuais e amiguinho de Lula no Oriente Médio
  • Muamar Kadafi, ex-ditador da Líbia e pouco militante da causa feminista, já que mantinha salões com haréns para serem estuprados, chamado por Lula de “meu amigo, meu irmão e Lula”
  • Matheus Nachtergaele. OPA PERA PERA PERAÍ ESSE AQUI NÃO, ele foi acusado pelo PT de tê-lo apoiado, mas rapidamente se pronunciou para desmentir a acusação
INTELLIGENTSIA
  • Carta Capital, revista de circulação fecal que estampa pererecas (infelizmente pererecas de verdade) na semana de condenação dos mensaleiros
  • Paulo Henrique Amorim, blogueiro financiado pela CAIXA, portador de novilíngua própria (pode chamar de gíria de quadrilha também)
  • Luís Nassif, outro blogueiro governista que não consegue esconder o gigante banner do Banco do Brasil em sua homepage
  • Emir Sader, blogueiro (isso, mais um) e governador dos Emirados Sáderes, um país mental no qual a revolução socialista trará a glória do país
  • Guilherme Boulos, líder do MTST e colunista da Folha de São Paulo, pelo menos até quatro meses atrás, última vez que sua coluna foi lida
  • Frei Betto, ex-frade dotado de incapacidades notórias no campo moral ao nivelar Jesus Cristo e Che Guevara
  • Leonardo Boff, teólogo da libertação que contabiliza cem mil mortes por dia na conta da economia de mercado
  • Marilena Chauí, filósofa que – vocês sabem – ODEEEEEIA A CLASSE MÉDIA!
1 IDIOTA ÚTIL FUNCINAL OU 1 ESPERTÃO BENEFICIÁRIO
[insira seu nome aqui e repasse aos seus contatos caso você vá votar na Dilma]
Luciano Ayan

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Por que tanta obsessão pela desigualdade?



Fonte: GLOBO
Seres humanos não são insetos gregários, felizmente. São diferentes em suas ambições, habilidades, vocações, sorte. Só há uma maneira de tornar iguais indivíduos tão diferentes: abolir com suas liberdades, como fez todo regime socialista. Nem assim chegou-se à igualdade, pois a cúpula do poder sempre gozou de imensos privilégios, enquanto todos os demais eram igualmente miseráveis e escravos.
Não obstante, o foco crescente nos debates tem sido a questão da desigualdade. O sucesso de Thomas Piketty atesta isso. Muitos encaram a economia como um jogo de soma zero, em que Pedro é rico por que João é pobre. Nada mais falso: o capitalismo é capaz de levantar a maré toda, permitindo que todos os “barcos” subam de nível com os ganhos de produtividade no tempo. É o que mostra estudo recente da OCDE que abarca dois séculos de análise.
A altura média aumentou em todos os países, a renda per capita experimentou saltos incríveis no período, a alfabetização saiu de míseros 12% em 1820 para 83% em 2010, a expectativa de vida mais que dobrou em tudo que é canto, etc. Qualquer pessoa minimamente imparcial estaria destacando essas fantásticas conquistas, possíveis graças ao capitalismo (tanto que os mais atrasados são justamente os mais distantes do capitalismo, como os países africanos e latino-americanos).
Não foi o que fez a reportagem do jornal O GLOBO. Com enorme destaque já no título, eis a mensagem que preferiu disseminar: Desigualdade entre países avançou no mundo entre 1820 e 2010, diz OCED. Embaixo, com letras bem menores, podemos ler: Qualidade de vida, no entanto, melhorou, aponta estudo da OCDE sobre 25 países entre 1820 e 2010.
Só mesmo esse viés ideológico, essa obsessão pela desigualdade, faria alguém dar um destaque tão maior ao fator relativo diante de conquistas absolutas tão expressivas assim. Milhões de vidas salvas, vivendo mais e melhor, com mais riqueza disponível, e tudo que conseguem notar é que uns melhoraram mais do que outros?
Se ainda fosse para constatar os motivos disso, para mostrar que os atrasados ficaram em situação menos favorável justamente por terem menos capitalismo, vá lá. Mas sabemos que é o contrário: que a mensagem que fica para muitos é a de que é preciso avançar com o estado sobre os que melhoraram mais para beneficiar os que melhoraram menos em nome da igualdade. Eis o que desejam Piketty e todos os marxistas. Como se tirar riqueza dos americanos e dar para africanos fosse receita de sucesso.
Se dependesse dessa turma, essas conquistas seriam bem menores nesse período que inclui a revolução industrial capitalista. Afinal, logo no começo o foco na desigualdade seria tão grande que vários obstáculos ao crescimento seriam impostos, e haveria menos desigualdade, mas muito mais miséria. É isso que queremos?
Rodrigo Constantino

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

50 tons de pensamentos políticos

Formulei essa tabela com cinqüenta idéias e modos de pensar da direita e da esquerda, a fim de auxiliar o leitor a definir melhor o que é esquerda e o que é direita na política. Abaixo da tabela, há algumas dicas e apontamentos sobre a tabela.
A tabela
Esquerda
Direita
Aspectos Políticos e Econômicos
1. Coletivismo/classismo1. Individualismo
2. Governo expansivo2. Governo limitado
3. Alta carga tributária3. Baixa carga tributária
4. Muita intervenção4. Pouca intervenção
5. Radicalismo5. Conservadorismo
6. Desigualdade perante as leis6. Igualdade perante as leis
7. Igualdade Social7. Desigualdade Social
8. Centralização do poder (Unitarismo)8. Descentralização do poder (Federalismo)
9. Proibição do porte de armas9. Livre porte de armas
10. Leis amenas contra criminosos10. Leis rigorosas contra criminosos
11. Muito assistencialismo11. Pouco assistencialismo
12. Presença de Salário Mínimo12. Ausência de Salário Mínimo
13. Serviço Militar Obrigatório13. Serviço Militar Opcional
14. Estado anti-religião tradicional e pró-secularismo e/ou sincretismo14. Estado Laico e conservador da cultura religiosa tradicional do lugar
15. Desincentivo às multinacionais15. Incentivo às multinacionais
16. Protecionismo16. Economia de livre mercado
17. Mercado bem regulado17. Laissez-faire
18. Estatização e criação de empresas estatais18. Privatização e incentivo à iniciativa privada
19. Regimes Antiliberais19. Regimes Liberais
20. Hostilidade à propriedade privada20. Proteção e valorização da propriedade privada
21. Alto número de parcerias público-Privadas21. Baixo número de parcerias público-privadas
22. Muitas empresas estatais22. Poucas empresas estatais
23. Estado Inchado, grande, com muitas funções23. Estado Enxuto, mínimo, com poucas funções
24. Controle da Mídia pelo Estado24. Liberdade de Expressão
25. Incentivo aos monopólios estatais25. Incentivo à concorrência dentro do setor privado
Aspectos Culturais e Filosóficos
26. Crente no ser humano26. Descrente no ser humano
27. A favor do aborto27. Contrária ao aborto
28. Defensora da valorização de novos conceitos de família28. Defensora da valorização da família tradicional e natural
29. Relativismo moral e/ou criação de novos tipos de moral29. Conservadorismo e valorização dos bons costumes
30. Desvalorização e/ou militância contra a religião tradicional30. Tolerância às religiões e valorização da religião tradicional
31. Presença de Bodes Expiatórios para os males do mundo. O mal está em alguma classe inimiga (burgueses, religiosos, opositores…).31. Ausência de Bodes Expiatórios para os males do mundo. O mal está no indivíduo e na espécie humana em geral, não em uma classe específica.
32. A ciência pode provar qualquer coisa em qualquer área do conhecimento humano.32. Ciência é importante, mas não pode provar tudo. Ela deve se limitar a sua área.
33. Desvalorização da tradição33. Valorização da tradição
34. O indivíduo deve ser julgado como produto de seu meio34. O indivíduo deve ser julgado como responsável pelos seus atos
35. Os fins podem justificar todo e qualquer meio utilizado35. Os fins não podem justificar os meios utilizados
36. A sociedade deve ser totalmente remodelada e tornar-se um paraíso. Com as pessoas certas, isso é possível.36. A sociedade deve ser melhorada na medida do possível e do alcançável. No entanto, ela nunca será perfeita.
37. Liberdade e ditadura não se opõem se há igualdade social entre o povo. Pode-se ser livre em um governo totalitário.37. Liberdade e ditadura são coisas opostas e que jamais podem ser conciliadas. Não se pode ser livre em uma ditadura.
38. A cultura pode e deve se opor à conduta moral. Afinal, a moral é relativa.38. A cultura, por mais importante que seja, jamais deve se opor à conduta moral
39. Crença em um governo “Messias”39. Ceticismo quanto a um governo “Messias”
40. Discriminação contra quem faz parte da classe “opressora”40. Contra qualquer preconceito, discriminação e racismo
41. Cabe ao Estado suprir todas as necessidades individuais (estatismo). O Estado deve ser como uma mãe para o povo.41. Não cabe a ele suprir todas as necessidades individuais. A função básica do Estado é ser o protetor da ordem social.
42. Os políticos devem agir e serem encarados como pais para o povo (populismo).42. Os políticos devem agir e serem encarados como funcionários da população.
43. Mudar é importante e o alvo de toda mudança deve ser alcançar a perfeição social. Por isso, mudar deve ser algo que se faz a todo o custo e as bases da sociedade não só podem como devem ser destruídas, a fim de que se funde uma nova ordem social.43. Mudar é importante, mas deve ser algo refletido e não deve destruir bases da sociedade, como a moral, a família, a hierarquia, a religião, a propriedade privada, os direitos individuais, as instituições tradicionais e etc.
44. A liberdade do indivíduo deve estar subordinada àquilo que o governo julga ser bom para toda a sociedade.44. A liberdade do indivíduo deve ser respeitada sempre, à exceção de quando essa liberdade afeta diretamente a dos outros.
45. O governo deve ser humano e solidário e me ajudar a ensinar os meus filhos a agirem dessa forma45. Eu devo ser humano e solidário e ensinar meus filhos a serem dessa forma
46. O Estado deve estar do lado das classes oprimidas.46. O Estado deve estar do lado do indivíduo.
47. A punição e a compensação para os que já morreram devem ser feitas aos indivíduos hoje vivos que compõem a classe. Isso porque a ênfase está na classe, de modo que compensações e penas podem ser transferidas.47. Não se pode punir maldades e compensar opressões cujos atores já morreram há séculos, pois a ênfase está no indivíduo e não na classe a qual ele pertence, de modo que compensações e penas são intransferíveis.
48. A história do mundo se resume à luta entre classes.48. A história do mundo se resume à luta entre indivíduos.
49. Não há problema em cultuar grandes líderes revolucionários, como Mao Tsé Tung, Stálin, Lênin, Pol Pot, Fidel Castro e Che Guevara. Mesmo que eles tenham sido responsáveis por matar muita gente e cometerem atrocidades, o fizeram em prol de um mundo melhor.49. Todas as pessoas são falhas e não devem ser cultuadas. Líderes do governo não são nossos pais e não são heróis da nação. São apenas funcionários do povo, que devem ser regularmente substituídos e que devem ser julgados pelos seus crimes como qualquer pessoa.
50. Provérbio: “Quem não arrisca não petisca”.50. Provérbio: “A prudência é a maior das virtudes”.
Dicas e Apontamentos
1) A tabela não diz respeito à esquerdistas e direitistas, mas sim à esquerda e a direita como posicionamentos políticos. Há diferença nisso? Há sim. Nem todo o direitista irá concordar com todos os pensamentos de direita e nem todo o esquerdista irá concordar com todos os pensamentos de esquerda. O que vai definir se uma pessoa, partido, ideologia ou governo é de esquerda ou direita é o quanto de idéias de cada lado do espectro é defendido. Por exemplo, se defendo 45 idéias de direita, e só 5 de esquerda, é evidente que sou de direita.
2) Embora seja composta por apenas dois pólos antagônicos, esta tabela serve perfeitamente para nos indicar se uma pessoa, partido, ideologia ou governo é de centro, centro-esquerda ou centro-direita. Afinal, pode-se ficar entre os dois pólos, não sendo nem  de um, nem de outro, mas ficando mais ou menos no meio.
3) Podemos usar as seguintes regras para as definições:
- De 50 a 36 idéias de direita = o objeto estudado é de direita.
- De 35 a 29 idéias de direita = o objeto é de centro-direita.
- De 28 a 22 idéias de direita = o objeto é de centro.
- De 21 a 15 idéias de direita = o objeto é de centro-esquerda.
- De 14 a 0 idéias de direita = o objeto é de esquerda.
P.S.: A doutrina anarquista, tanto de extrema-esquerda como o de extrema direita (o chamado Anarco-Capitalismo) não se enquadram nessa tabela, que leva em conta apenas as idéias pautadas em regime que se dá no interior de um Estado. Como o anarquismo é a negação do Estado, o enquadramento aqui não é viável.
4) As regras acima não são inflexíveis, pois em alguns casos será necessário levar em conta a relevância de determinado pensamento para um pólo. Por exemplo, imagine que uma pessoa tenha 30 idéias de esquerda, sendo classificada como centro-esquerda. Mas como ela defende alguns pensamentos muito relevantes para a esquerda, como a hostilidade à propriedade privada, um governo antiliberal e o radicalismo, ela pode ser classificada como esquerdista.
5) Evidentemente a tabela não esgota o número de idéias de cada pólo. Minha intenção foi selecionar os pensamentos mais importantes de cada lado para montar um panorama geral.
Davi Caldas