segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Escutem o alerta dos investidores, eleitores!

As pesquisas eleitorais do fim de semana me deixaram macambúzio, como disse aqui. Não apenas eu, claro, mas todos aqueles mais conscientes do que está em jogo nessas eleições. É o caso dos milhares de investidores brasileiros e estrangeiros. Esse clima de melancolia se reverte em decisões de vender ativos nacionais ou comprar dólares, pois essa turma mais antenada e preparada sabe muito bem o que representam mais quatro anos de Dilma.

Muitos leigos ainda enxergam as bolsas e o mercado financeiro em geral como um cassino, uma grande jogatina especulativa sem fundamento. Outros chegam a repetir de forma ignorante que se algo é ruim para os “especuladores”, então deve ser bom para o povo. Ledo engano. Países desenvolvidos, em que os trabalhadores vivem com melhor qualidade de vida, têm um mercado de capitais também desenvolvido e valorizado.
Que bem para o povo pode fazer a queda de 10% no valor de mercado da Petrobras, maior empresa nacional? Isso significa menos capacidade de financiamento para investimentos produtivos, para começo de conversa. A queda acentuada de suas ações é um indicativo de que vários investidores, cujo sustento depende do acerto das previsões, antecipam que haverá mais destruição de valor na estatal, mais decisões políticas que custam caro ao acionista, mais corrupção desenfreada. Eis o resultado:
Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg
A Petrobras entregou tota a alta recente, que era fruto justamente da maior chance de derrota de Dilma. Uma analista do Santander chegou a ser demitida apenas por constatar tal fato: Dilma sobe nas pesquisas, as ações despencam. Pois bem: as quedas hoje, após a (in)digestão das pesquisas novas, chegam a 10% em alguns casos, e o Ibovespa estava caindo mais de 5% logo na abertura.
Outro efeito das pesquisas foi a corrida para o dólar, moeda forte que serve como porto seguro para todos aqueles receosos de mais um mandato de Dilma. O medo da inflação descontrolada e de novas medidas intervencionistas e autoritárias fez com que milhares de pessoas decidissem comprar agressivamente a moeda americana, a fim de se proteger do PT. Eis o resultado:
Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg
O dólar disparou e já está acima de R$ 2,40. O “mercado” pode errar? Claro! É formado por seres humanos imperfeitos. Ninguém é onisciente ou capaz de prever o futuro com precisão. Mas não se engane: não estamos falando de “especuladores” insensíveis em um cassino, e sim de milhares de investidores preocupados com seus ativos, com sua poupança. São pessoas que dependem disso para viver, e que costumam ser muito bem preparadas.
O alerta que vem das bolsas e do mercado cambial não poderia ser mais claro: o risco de mais quatro anos de PT é imenso para nossa economia. Os leigos podem ignorar isso, focar apenas no nível de emprego ainda estável, achar que o pessimismo é desprovido de fundamento ou coisa de oposição. Nada mais falso!
Os eleitores deveriam ter a humildade de reconhecer que não entendem tanto do assunto, que economia e finanças não são coisas simples, e levar a sério a mensagem que resulta da interação voluntária de milhares de investidores do Brasil e do mundo. A fumaça é muito forte. Há sinal de incêndio no local. O sujeito vai simplesmente ignorar isso tudo e fingir que aquilo não é com ele?
Rodrigo Constantino

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Ele não estava brincando, não! Suplicy quer que os jovens que cometeram crimes hediondos deem aulas de português e alfabetização e trabalhem como enfermeiros

Sempre considerei que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), no cargo há estonteantes 24 anos, faz o marketing do bobalhão. Ninguém sobreviveria por tanto tempo na vida pública sendo tão sonso, tão bocó, tão zé-mané. Então, a melhor coisa que tenho a dizer sobre ele é isto: essa estupidez sempre foi falsa. Isso sempre lhe conferiu um certo ar de inocência que o tornava também politicamente inimputável. Entendo. As pessoas olham pra ele e pensam: “É, ninguém seria louco de fazer uma maracutaia com Suplicy”. Sabedor disso, ele usa a “honestidade” como seu único ativo eleitoral. Ou por outra: o que é uma obrigação de todos nós se transforma, na sua propaganda, num diferencial.

Ocorre que o substantivo “honestidade” pode abrigar qualificativos, não é? Digamos que ele realmente nunca tenha enfiado a mão no bolso de ninguém — até porque sempre foi um homem rico, e daí deriva parte do seu suposto charme… Mas pergunto: e intelectualmente honesto, ele é? Quando resolveu se perfilar com alguns facínoras, como Cesare Basttisti e um grupo de sequestradores, cabia-lhe, ainda assim, o distintivo de “honesto”? Sigamos.
Nunca caí, pois, nessa conversa mole de que ele é uma espécie de maluco-beleza de terno e gravata. Depois de tomar conhecimento do vídeo abaixo, no entanto, confesso que já não tenho tanta certeza de sua sanidade mental. Parece que a possibilidade de ser demitido do Senado pelo povo, depois de 24 anos, o tirou mesmo do eixo. O ainda senador por São Paulo, acreditem, defendeu em entrevista à jornalista Maria Lídia que jovens infratores, mesmo os que cometeram crimes hediondos — latrocínio e estupro, por exemplo — cumpram penas alternativas, como “dar aula de português e de alfabetização” e “trabalhar como enfermeiros em hospitais”. Assistam.
Maria Lídia, a gente nota, ainda tenta dar uma ajudazinha, sugerindo, por meio da interrogação, que ele restrinja a proposta apenas àqueles que cometeram infrações leves. Mas Suplicy também pertence àquela escola dos que não se deixam intimidar pelo mundo real. Que nada! Ele quer o benefício para todo mundo. Assim, o “jovem” que, eventualmente, estourou os miolos de um inocente pode, daí a algum tempo, ensinar análise sintática. Assim: “Eu matei um homem”. Sujeito da frase: “eu”; “matei”: verbo transitivo direto; “um homem”: objeto direto…
Chega a ser asqueroso. Na sequência de sua resposta, a gente nota, ele aproveita para voltar a seu samba de uma nota só: a defesa da renda mínima — que ele chama de “renda básica da cidadania”. É aquele exotismo que concederia uma pensão mensal a todos os brasileiros, a quem precisa e a quem não precisa também. Seríamos todos iguais diante da bondade do Estado… Pior: ele relata o dia em que foi falar com jovens infratores, aos quais teria dito: “Eu tenho a convicção de que, se houvesse a renda básica de cidadania para vocês e todos os de sua família, vocês não teriam cometido os delitos que os fazem estar aqui presos”. No fim, parece, eles cantaram juntos.
Suplicy, como a gente nota, acha que é a pobreza que leva as pessoas a cometer crimes. Dito de outro modo: Suplicy acha que os pobres estão mais sujeitos a delinquir, o que é de um preconceito escandaloso.
Para encerrar: certamente não foi a miséria que levou à cadeia a cúpula do seu partido, não é mesmo, senador? No máximo, trata-se de um caso de miséria moral.
Por Reinaldo Azevedo

fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ele-nao-estava-brincando-nao-suplicy-quer-que-os-jovens-que-cometeram-crimes-hediondos-deem-aulas-de-portugues-e-alfabetizacao-e-trabalhem-como-enfermeiros/

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

EU QUERO QUE A DILMA DESEMBARQUE NO CALIFADO DO ESTADO ISLÂMICO PARA NEGOCIAR COM TERRORISTAS. SEI QUE ELA ESTÁ PREPARADA PARA ISSO!

A estupidez da política externa brasileira não reconhece limites.

Não recua diante de nada.
Não recua diante de cabeças cortadas.
Não recua diante de fuzilamentos em massa.
Não recua diante da transformação de mulheres em escravas sexuais.
Não recua diante do êxodo de milhares de pessoas para fugir dos massacres.
Não recua diante da conversão de crianças em assassinos contumazes.
A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira, sob o regime petista, não conhece paralelo na nossa história.
A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira tem poucos paralelos no mundo — situa-se abaixo, hoje, de estados quase-párias, como o Irã e talvez encontre rivais à baixura na Venezuela, em Cuba e na Coreia do Norte.
Nesta terça, na véspera de fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, a ainda presidente do Brasil fez o impensável, falou o nefando, ultrapassou o limite da dignidade. Ao comentar os ataques dos Estados Unidos e aliados às bases do grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria, disse a petista:
“Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados. Agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas, depois, causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza. Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados. E, além disso, não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. E, inclusive, acha que o Conselho de Segurança da ONU tem de ter maior representatividade, para impedir esta paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo”.
Nunca a política externa brasileira foi tão baixo. Trata-se da maior coleção de asnices que um chefe de estado brasileiro já disse sobre assuntos internacionais.
A fala de Dilma é moralmente indigna porque se refere a “dois lados do conflito”, como se o Estado Islâmico, um grupo terrorista fanaticamente homicida, pudesse ser considerado “um lado” e como se os EUA, então, fossem “o outro lado”.
A fala de Dilma é estupidamente desinformada porque não há como a ONU mediar um conflito quando é impossível levar um dos lados para a mesa de negociação. Com quem as Nações Unidas deveriam dialogar? Com facínoras que praticam fuzilamentos em massa?
A fala de Dilma é historicamente ignorante porque não reconhece que, sob certas circunstâncias, só a guerra pode significar uma possibilidade de paz. Como esquecer — mas ela certamente ignora — a frase atribuída a Churchill quando Chamberlain e Daladier, respectivamente primeiros-ministros britânico e francês, celebraram com Hitler o “Pacto de Munique”, em 1938? Disse ele: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”.
A fala de Dilma é diplomaticamente desastrada e desastrosa porque os EUA lideram hoje uma coalizão de 40 países, alguns deles árabes, e conta com o apoio do próprio secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon.
A fala de Dilma é um sarapatel de ignorâncias porque nada une — ao contrário: tudo desune — os casos do Iraque, da Líbia, da Faixa de Gaza e do Estado Islâmico. Meter tudo isso no mesmo saco de gatos é coisa de uma mente perturbada quando se trata de debater política externa. Eu, por exemplo, critiquei aqui — veja arquivo — a ajuda que o Ocidente deu à queda de Muamar Kadafi, na Líbia, e o flerte com os grupos que se organizaram contra Bashar Al Assad, na Síria, porque avaliava que, de fato, isso levaria a uma desordem que seria conveniente ao terrorismo. Meus posts estão em arquivo. Ocorre que, hoje, os terroristas dominam um território imenso, provocando uma evidente tragédia humanitária.
A fala de Dilma é coisa, de fato, de um anão diplomático, que se aproveita de uma tragédia para, uma vez mais, implorar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança de ONU. O discurso da presidente do Brasil só prova por que o país, infelizmente, não pode e não deve ocupar aquele lugar. Não enquanto se orientar por critérios tão estúpidos.
Ao longo dos 12 anos de governos do PT, muita bobagem se fez em política externa. Os petistas, por exemplo, condenaram sistematicamente Israel em todos os fóruns e se calaram sobre o terrorismo dos palestinos e dos iranianos. Lula saiu se abraçando com todos os ditadores muçulmanos que encontrou pela frente — incluindo, sim, o já defunto Kadafi e o antissemita fanático Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã. Negou-se a censurar na ONU o ditador do Sudão, Omar al-Bashir, que responde pelo assassinato de 400 mil cristãos. O Brasil tentou patrocinar dois golpes de estado — em Honduras e no Paraguai —, que depuseram legitimamente seus respectivos presidentes. Endossou eleições fraudadas na Venezuela, deu suporte ao tirano Hugo Chávez e ignorou o assassinato de opositores nas ruas, sob o comando de um louco como Nicolás Maduro.
E, como se vê, ainda não era seu ponto mais baixo. Dilma, nesta terça, deu o seu melhor. E isso quer dizer, obviamente, o seu pior. A vergonha da política externa brasileira, a partir de agora, não conhece mais fronteiras.
Pois eu faço um convite: vá lá, presidente, negociar com o Estado Islâmico. Não será por falta de preparo que Vossa Excelência não chegará a um bom lugar.
Por Reinaldo Azevedo

fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/eu-quero-que-a-dilma-desembarque-no-califado-do-estado-islamico-para-negociar-com-terroristas-sei-que-ela-esta-preparada-para-isso/

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O exemplo do Sr. Stephanopoulus


220px-Kostis_stephanopoulosSr. Stephanopoulus e sua família moravam numa magnífica casa ornada com a melhor das artes e também muitos quartos, muitas salas, muitos eletrodomésticos, muitos funcionários e vários carros na garagem. Esposa e filhos compravam tudo o que desejavam sem perguntar o preço. Para entreter a família e a vizinhança, Sr. Stephanopoulus oferecia festas e até torneios esportivos em seu jardim. Sr. Stephanopoulus também adorava distribuir esmolas aos mais pobres. No bairro, não havia quem não os reconhecesse como uma família bem sucedida por causa do luxo que ostentavam e da caridade que realizavam.
Sr. Stephanopoulus era um grande produtor de azeite. Ninguém produzia mais azeite que ele. Suas plantações eram imensas. Seus funcionários eram os que recebiam os salários mais altos, gozavam das maiores regalias e nunca eram pressionados a trabalhar melhor. Seus gerentes eram seus amigos de infância, todos tratados como príncipes.
Quando alguém levantava a dúvida se ele não estava gastando demais, Sr. Stephanopoulus gritava… “O mundo não vive sem o meu azeite!”. Quando alguns amigos lhe aconselhavam a investir na modernização de sua produção e no treinamento de seus funcionários para se tornar mais competitivo diante dos azeites que começavam ser produzidos por outras famílias, Sr. Stephanopoulus simplesmente bania tais pessoas do convívio com sua família e proibia a entrada em sua empresa. No entanto, seus amigos estavam certos: Novos azeites, produzidos a custos mais baixos, começaram a ganhar mercado fazendo o azeite de Sr.Stephanopoulus cair de preço. Mesmo assim, do alto de seu orgulho, Sr. Stephanopoulus e negava a diminuir os luxos da família e dos funcionários para investir na eficiência de sua empresa.
Quando começou a faltar dinheiro para pagar alguns compromissos, Sr. Stephanopoulus renegociou as dívidas crendo numa subida do valor do seu azeite no mercado. Mantendo segredo, Sr. Stephanopoulus foi administrando o acúmulo de dívidas até que seus fornecedores também começaram a ter problemas financeiros justamente por causa de seus calotes. Quando pararam de fornecer insumos e serviços para não aumentarem seus próprios prejuízos, a real condição financeira da empresa do Sr. Stephanopoulus veio a público. Questionado por sua família, Sr. Stephanopoulus primeiro tentou se esquivar da realidade, mas logo teve que reconhecer a gravidade da situação, porém, fugindo da responsabilidade: “A culpa é desses invejosos concorrentes que abaixaram seus preços apenas para me destruir!”.
O caos se instalou na família do Sr. Stephanopoulus e também em sua empresa. As mesadas da esposa e dos filhos cessaram. Os salários dos funcionários pararam de ser pagos. Os mendigos ficaram sem suas moedas.
Do caos, à revolta.
Sr. Stephanopoulus se viu obrigado a pedir dinheiro aos bancos, que fizeram suas exigências: “Emprestaremos diante de seu compromisso de reduzir drasticamente seus gastos, pois só assim enxergaremos que você terá condição de levantar sua empresa, voltar a obter lucros e nos pagar”.
Esposa, filhos, funcionários e até os mendigos se revoltaram. Ninguém estava disposto a perder qualquer coisa; nem o Sr. Stephanopoulus, que passou então a acusar os banqueiros pelo caos: “Eles só pensam em dinheiro! Não se importam com nossas vidas! Eles querem se intrometer em nossa soberania familiar e empresarial ditando como devemos nos comportar. Querem que demitamos funcionários e que cortemos os salários dos poucos que permanecerão em seus empregos. Querem que eliminemos mesadas, que paremos com as festas, que esvaziemos a piscina, que cessemos as esmolas e até que vendamos nossos carros! Abutres!”
Os lamentos e ataques não resolveram nada. Esposa, filhos, funcionários e mendigos pediram a cabeça de Sr. Stephanopoulus, que abandonou a todos e sumiu – soube-se, depois, que ele tinha uma fortuna particular escondida noutro país.
A revolta se instalou completamente quando todos se viram sem dinheiro e sem liderança. A má administração de Sr. Stephanopoulus contaminou todos os negócios e famílias da vizinhança, afetando principalmente os mais pobres, que perderam seus empregos.
O luxo e orgulho de outrora transformou-se em pobreza e vergonha.
Outras pessoas sucederam Sr. Stephanopoulus por breves momentos sem, no entanto, que alguém acatasse as condições dos banqueiros.
Quando o caos começou a gerar violência, tiveram que ceder.
Desde então, as famílias dependentes do azeite vem se reestruturando à dura pena, porém, com a lição muito bem aprendida de que famílias ou empresas devem ser administradas em função do saldo entre receitas, gastos e recursos para investimento, não em função de desejos, orgulhos e maquiagens contábeis.
Mas o homem, em sua ignorância voluntária, insiste em cometer os erros uns dos outros mesmo ciente dos resultados.
Do outro lado do mundo, quatro famílias se correlacionam pela insistência nos mesmos erros do Sr.Stephanopoulus. A família do Sr. Castro, rica em açúcar e tabaco, vive de esmolas há mais de cinco décadas. A família do Sr. Chaves, rica em combustíveis, desmoronou há pouco tempo. A família do Sr. Kirchner, rica em cereais e vinhos, está desmoronando. A família do Sr. Inácio, rica em tudo, deve desmoronar em breve. Todos eles têm em comum não apenas a irresponsabilidade sistemática com que administram suas contas, mas a insistente justificativa de que os problemas são causados pela ganância dos outros, não pelos seus próprios delírios existenciais e ideológicos.

O Certo e o Errado


 “Justice consists not in being neutral between right and wrong, but finding out the right and upholding it, wherever found, against the wrong.”
- Theodore Roosevelt
relativismoConforme o chamado “relativismo” e seus reflexos vão se impregnando na sociedade, se juntando aos vários lugares comuns já existentes, cresce descontroladamente a falta de noção do certo e do errado. O discurso que prega que não há verdade absoluta, levando as pessoas a revisarem todos os conceitos e valores internalizados por meio da tradição e da experiência, distorce a realidade e desorienta as mentes, fazendo com que as noções de certo e errado em uma sociedade civilizada se confundam ou mesmo desapareçam.
Adicionalmente, perde-se o senso das nuances e o significado das condutas, do comportamento e das palavras. Instaura-se uma situação de completa histeria, onde não se distingue nem ao menos os diferentes pesos e proporções de uma atitude violenta, de um xingamento e de uma brincadeira; onde reagir a um assalto é considerado mais criminoso do que cometê-lo; onde a reação a um xingamento de “veado” ou “bicha” é infinitamente mais indignada e raivosa do que a reação ao enforcamento de dezenas de gays no Irã, por exemplo.
Outro exemplo da cegueira causada por esse fenômeno é a completa perda da capacidade de análise da história e dos fatos da atualidade. É o que acontece quando alguém repudia o regime nazista, mas defende incondicionalmente o regime comunista, sendo que este produziu dez vezes mais cadáveres do que aquele; ou quando se coloca em segundo plano a questão dos mais de 50 mil mortos por ano no Brasil.
Se alguém se propõe a destituir todas as condutas humanas – e o próprio vocabulário – de sentido, da noção de bom ou ruim, de certo ou errado, de justo ou injusto, inevitavelmente abolindo com isso todas as gradações que se fazem presentes entre um extremo e outro, a conclusão óbvia é que todo esse vazio que restará, aos poucos, será ocupado por uma nova ordem, por novas noções, a serem impostas pelo grupo que tiver mais domínio, influência e poder sobre a sociedade.
A partir daí, ficamos sujeitos aos caprichos de um segmento dominante que irá arbitrar o que é certo ou errado, descartando a ideia de uma moral absoluta. No campo político, o resultado disso é a imposição do autoritarismo vindo de um grupo dominante, fazendo com que o considerado moralmente correto se confunda com as suas vontades e seus objetivos.
Levada às últimas consequências, essa inversão de valores torna qualquer julgamento que façamos absolutamente sem sentido. Se não há um critério objetivo para dizer se algo é certo ou errado, é ilógico dizermos que a corrupção, o roubo ou o assassinato, por exemplo, são errados ou moralmente condenáveis, uma vez que não existe padrão objetivo de moralidade para nos orientar. Do mesmo modo, não se pode julgar como boas ou moralmente corretas a prática da caridade, a honestidade ou o amor ao próximo. É isso que, no fundo, o discurso de “o que é certo para você pode não ser certo para mim” ou “cada um tem a sua verdade” representa.
Quando se extingue a noção de moralidade, mesmo as condutas que são obviamente asquerosas e condenáveis acabam sendo justificáveis, uma vez que tudo depende da opinião subjetiva de quem as analisa. Nos regimes comunistas, a título de ilustração, seus defensores não enxergam mal algum nos milhões de mortos produzidos por tal ideologia por considerar que, no fim das contas, ela visa um “bem maior”, seja lá o que isso queira dizer. Não obstante, se um criminoso põe em risco a vida de um inocente e este reage, tirando a vida do criminoso para poupar a própria, logo aparecem movimentos de esquerda e dos direitos humanos indignados com o fato e se solidarizando com o pobre bandido.
Desta maneira, fica bastante clara a ausência de senso das proporções e de um critério objetivo de julgamento, bem como fica fácil observar como este julgamento se condiciona apenas à opinião subjetiva de quem analisa a situação, que, por sua vez, em grande parte dos casos, está ligada aos proveitos políticos que se pode extrair.
As pessoas de bem (termo alvo de muito preconceito hoje em dia, justamente por conta do fenômeno descrito neste artigo) não podem tolerar a ascensão de um grupo que se julga iluminado e apto a criar um novo padrão de normas de forma arbitrária. Afinal de contas, a sociedade conseguiu evoluir a um estágio de civilização por se guiar por um padrão objetivo de moralidade que foi assimilado ao longo dos anos, e não por fórmulas criadas em laboratório.
Eduardo Britto

Carta aberta a Luciana Genro pt. 1: Eu aceito o desafio e estudei o socialismo


“Você não consegue comida chinesa delivery na China e charutos cubanos são racionados em Cuba. Isso é tudo o que você precisa saber sobre comunismo.”
- P. J. O’Rourke
lgenroLuciana Genro (foto), candidata do icônico PSOL à presidência, com menos de 1% das intenções de voto, foi entrevistada no programa The Noite, apresentado por Danilo Gentili.
Genro foi perguntada por Gentili e por Roger e Bacalhau, da banda Ultraje a Rigor, sobre a questão do socialismo defendido por Luciana. Roger afirmou que as experiências socialistas “já mataram mais de 80 milhões de pessoas no mundo”, e Luciana obtemperou: “Não! Não seguiam. Coitado do Marx! Ele se revirara na tumba cada vez que falavam o nome dele”. Danilo rebateu: “Que homem horrível para se comunicar então, não acertou uma…”
O caldo engrossou mesmo e ganhou destaque absoluto por mais de 24 horas nas redes sociais quando Luciana quis afirmar que Danilo Gentili, que morava numa periferia pobre em Santo André, não aceita o totalitarismo socialista por ser rico, e que é o capitalismo que gera misérias como o Holodomor: “Só acha que sim porque tu tá em uma situação privilegiada. Se tu tivesse na ocupação que visitei hoje, morando em um barraco, tu ia achar que ele fracassou também”, completou. Danilo afirmou: “Eu ia é estar sendo fuzilado se fosse comunista!”.
A “resposta” da candidata presidencial, que não parece conviver muito bem com a idéia de que alguém sob sua jurisdição não aceite a religião socialista, foi tergiversante e agressiva: “Isso não é comunismo, Danilo. Se tu estudasse um pouco mais ia conhecer o assunto”, fuzilou (um site que comentou a quizomba e afirmou o tempo todo que “Luciana teve que se impor para desmentir as informações equivocadas” cometeu o ato falho de descrever que neste momento Genro “disparou”).
Luciana Genro, a candidata famosa por a) ninguém se preocupar em lhe perguntar alguma coisa em debates eleitorais enquanto não for obrigado a tal; e b) falar “capital financeiro” como substantivo, adjetivo, verbo, vocativo, aposto, conjunção e locução adverbial a cada 20 segundos, pratica o vomitório de clichês de que o socialismo real, paradoxalmente, é irreal e não existe.
O socialismo real seria lindo, tudo seria perfeito, seria uma espécie de Paraíso muçulmano sem precisar expor a rabadilha na direção oposta a Meca 3 vezes por dia. O problema é que o socialismo real é o socialismo que é, ehrr, real: o que existiu seguindo os preceitos de Karl Marx na União Soviética e depois na China ou no Zimbábue, em Cuba ou no Afeganistão, gerando sempre a mesma miséria.
Mas segundo Luciana Genro, “se estudássemos um pouco mais, íamos (sic) conhecer o assunto”. Pois bem, cara Luciana Genro, engraçado você falar isso. Porque não tem assunto que tenha estudado mais nos últimos tempos e nessas greves intermináveis na USP promovidas pelo seu partido do que o socialismo. Talvez seja a hora de a senhora estudar um pouco mais o assunto com quem gostaria de estudar tragédia grega, mas é forçado a estudar comunismo para conseguir enfrentar grevistas comunistas do seu partido trancando portas autoritariamente.
Estudando socialismo-comunismo: um guia para Luciana Genro
“Eu cresci sob o comunismo então nós apenas podíamos aprender russo, e então quando o comunismo caiu em 1989 nós pudemos aprender um pouco mais de coisas e tivemos autonomia para viajar e liberdade de expressão – e a liberdade para sonhar, de verdade.”
- Petra Nemcova (foto)
petra_nemcovaÉ algo perigoso, cara Luciana Genro: não canso de afirmar, sem nunca ser rebatido com um único exemplo, que só existem pessoas que eram socialistas, ou mesmo apenas de esquerda por que nunca leram gente crítica dessas ideias – e exatamente por isso, crê que não se é socialista/esquerdista apenas por, como a senhora crê religiosamente ao falar de Danilo Gentili, que são ricos com medo de perder “privilégios” – esquecendo-se de que Danilo Gentili e tantos outros eram pobres de marré de si e ascenderam na vida, ao contrário da senhora, que foi bem nascida e continua rica.
Pelo contrário: estudiosos do socialismo e da esquerda abundam, e são todos críticos. Pior: a maior parte deles eram como a senhora: de esquerda, mas tentaram aprender mais sobre essa esquerda. CATAPIMBA! No decorrer dos estudos, viraram todos críticos mordazes do comunismo e da esquerda.
Eric Voegelin, talvez o maior filósofo do séc. XX, passou fome para estudar, tinha as unhas amareladas e mal feitas, fumava charutos mata-rato. Mas foi duvidando de que o motor da história é a “luta de classes” (nunca existiu em lugar nenhum do mundo, e mesmo na Revolução Francesa, onde parece ter “eclodido”, foi forçada e obra da burguesia, como revela François Guizot, o maior estudioso da Revolução) que Eric Voegelin começou a engastar no cânone sua estupenda filosofia, onde teve de estudar dos hieróglifos egípcios até as novidades da psicologia e da linguística para formar um todo coerente.
E que tal Eric Hoffer, talvez o maior crítico dos movimentos de massa do mundo que seu partido tanto fomenta (na verdade, a senhora bem sabe que o PSOL não tem outra função além de fazer mobilizações de rua, já que o que mais conseguem em eleições é tomar nosso dinheiro para o fundo partidário, né?), junto a Ortega y Gasset? Estivador, dormia em estações de trem e teve como trabalho mais limpo ser garçom num porto. Auto-didata, estudava de noite obras que iam dos grandes clássicos da teoria política desde a Antigüidade pré-clássica até relatos sobre a China da revolução maoísta recém-inaugurada. Como Voegelin, e como todos os críticos do socialismo, odiava o socialismo e sua vertente nacional-socialista.
Talvez você não saiba porque tu precise estudar um pouco sobre o assunto, Luciana Genro, mas foi Adolf Hitler que disse que “se nós somos socialistas, nós precisamos ser anti-semitas. Como, sendo um socialista, você pode não ser anti-semita?”, como está na capa do livro The Lost Literature of Socialism, de George Watson, que aparentemente a senhora não estudou.
Danilo Gentili também era um pé-rapado, Luciana Genro, e não caía nessa conversa. Estudou por conta e hoje é um ferrenho anti-comunista. Eu também, Luciana Genro, morava em quebradas como Itaquera, Itaim Paulista e na minha infância só visitava lugares como Osasco, Diadema, Ermelino Matarazzo, Jardim Danfer ou Calmon Viana, onde a senhora só pisa com a comitiva do seu partido ou acaba sendo assaltada. Como meu ídolo Thomas Sowell, ortodoxamente conservador e tão adensado na cultura negra que até seus poucos anos nem sabia que amarelo podia ser uma cor de cabelo – e de passado marxista.
O problema maior, Luciana Genro, é que nunca vi o contrário: alguém que era anti-comunista ou anti-esquerda e, de repente, se tornou esquerdista lendo mais sobre o assunto. Prova é que vocês, comunistas/esquerdistas, nunca ouviram falar nem nos maiores e mais básicos clássicos do pensamento anti-esquerda, seja liberal ou conservador.
O caminho inverso nunca foi trilhado: nunca houve quem estudasse críticos da esquerda e do socialismo e concluísse: “poxa, o melhor é ser de esquerda!”. Vide a patética tentativa de um “Dicionário Crítico do Pensamento de Direita”. A saída para continuar sendo de esquerda é tascar menosprezo por intelectuais peso-pesadíssimo que vão de Peter Schiff a David Stove, de Russell Kirk a Roger Scruton, e não os ler nem tentar contra-argumentar seus escritos.
De Bernard Lonergan a David Horowitz (um dos criadores da new left, e hoje o maior orador conservador e denunciador dos crimes da esquerda na América, que conta como teve de brigar com a família inteira por largar a esquerda na sua auto-biografia O Filho Radical), de Edmund Burke a René Girard, de Mário Ferreira dos Santos a Mark Levin, a norma inapelavelmente inescapável é que qualquer pensador não-esquerdista éproibido para os esquerdistas, pois quem começa a lê-los tem medo de virar direitista.
Isto não é revelador tanto do motivo de seu medo – temos melhores argumentos – quanto do método da esquerda, que é sempre a força, a proibição, a coação (quando não pode usar os dois primeiros) e a busca de uma hegemonia de pensamento único? Como diz Ann Coulter, “se esquerdistas gostam, é subsidiado; se não gostam, é proibido”.
Não são vocês os “socialistas científicos” contra os “utópicos”?
“Mesmo agora nós sentimentos que Stalin foi devotado ao comunismo, ele era um marxista, e isto não pode e não deve ser negado.”
- Nikita Khrushchev
Nikita_Khruchchev_ColourÉ um clichê muito típico afirmar que o “socialismo real” não é o socialismo que vocês, socialistas, pregam. É o mesmo que um nazista afirmando que o nazismo “real” é ruim, portanto ele, sim, que é um verdadeiro nazista. A falácia do “escocês verdadeiro”.
É uma inversão típica: o socialismo real é o que acontece na realidade. O socialismo ideal pode ser lindo – como também o é o capitalismo ideal, ou na cabeça de alguns dementes, o fascismo ideal. Como todas as coisas ideais, têm a característica de não existir. O problema é a experiência real destas coisas: concreta, dura, muitas vezes pontiaguda.
Como levar a sério algo que só consegue ser defendido no terreno puro das idéias platônicas, sem nenhum contato com a realidade, hagiograficamente virginal a qualquer aplicação? Não é melhor então votar em pastores evangélicos, místicos ou cartomantes do que em socialistas? Certamente acertam muito mais.
A senhora diz que Marx foi “deturpado”. Ora, a experiência real garante que, na União Soviética, Marx deturpa você. Mesmo admitindo que fosse assim, quer dizer que Lenin traiu Marx? Que pena, deu azar. Aí veio Stalin! E Stalin também traiu Marx? Caramba, coincidência. Mas com Mao daria certo! De novo deturpou? Poxa vida, estamos mesmo azarados. Vamos tentar na Coréia do Norte com Kim Il-sung! Mais uma vez? Que tal na Romênia com Ceaușescu? Cuba com Che e Fidel? Vietnã com Ho Chi Minh? Alemanha Oriental com Walter Ulbricht? Zimbábue com Robert Mugabe? Iraque com Saddam Hussein? Camboja com Pol-Pot? Afeganistão com Muhammad Taraki? Venezuela com Chávez? Uganda com Idi Amin? Albânia com Enver Hoxha, o cara que proibiu até a barba? Etiópia com Mengistu Haile Mariam? Bengala Ocidental com Jyoti Basu? Sérvia e Iugoslávia com Slobodan Milošević, o cara que fez a “limpeza étnica” mais brutal da Europa pós-Hitler, para vocês que juram que nacional-socialismo nada tem a ver com socialismo? TODOS ELES deturparam Marx, só vocês do PSOL sabem o que é marxismo de verdade?!
A senhora andaria num modelo de avião que caiu nas 100 vezes em que tentou levantar vôo, se alguém garantisse que agora vai, candidata? E nem comento da sua “dialética” em afirmar tal paneleirice e a um só tempo posar de punho levantado a la mensaleira em Cuba, diante de um retrato de Che Guevara.
Para começar, se acredita tanto que os países que fuzilam não são comunistas, talvez você tenha pulado as origens do socialismo. Afora experiências como as Robert Owen, Saint-Simon, Enfantin, Fourier etc, tão bem descritas por Edmund Wilson em Rumo à Estação Finlândia, a melhor história do pensamento socialista até a Revolução (e o autor, veja a senhora!, era trotskysta quando escreveu o livro, e poucos anos depois era o maior crítico literário conservador do mundo de então!), urge pular estes “utópicos” (como se Marx não o fosse, afinal, a senhora acredita que tudo o que ele escreveu não foi aplicado! ainda é utopia!) e voltar ao que Engels e Marx eles próprios diziam:
1) Dentre todas as nações e naçõezinhas da Áustria, apenas três foram portadoras do progresso, intervieram ativamente na História e ainda são capazes de se manter vivas – os alemães, os poloneses e os húngaros. Esses povos são, portanto, revolucionários.
Quanto aos demais grandes ou pequenos povos ou nações [da Áustria], estes têm agora a missão de perecer na tempestade revolucionária mundial. São agora, por isso, contrarrevolucionários. (Friedrich Engels, Der magyarische Kampf, in “Neue Rheinische Zeitung”, nº 194, de 13 de janeiro de 1849, p. 168)
http://www.mlwerke.de/me/me06/me06_165.htm
………
Original: Unter allen den Nationen und Natiönchen Östreichs sind nur drei, die die Träger des Fortschritts waren, die aktiv in die Geschichte eingegriffen haben, die noch jetzt lebensfähig sind – die Deutschen, die Polen, die Magyaren. Daher sind sie jetzt revolutionär.
Alle andern großen und kleinen Stämme und Völker haben zunächst die Mission, im revolutionären Weltsturm unterzugehen. Daher sind sie jetzt kontrerevolutionär.
_________________
2) Portanto, luta, “luta impiedosa de vida ou morte” contra o eslavismo traidor da revolução; luta de aniquilação e terrorismo implacável – não no interesse da Alemanha, mas no interesse da revolução!(Friedrich Engels, Der demokratische Panslawismus, in “Neue Rheinische Zeitung”, nº 222 de 15 de fevereiro de 1849, p. 286)
http://www.mlwerke.de/me/me06/me06_270.htm
……
Original: Dann Kampf, “unerbittlichen Kampf auf Leben und Tod” mit dem revolutionsverräterischen Slawentum; Vernichtungskampf und rücksichtslosen Terrorismus – nicht im Interesse Deutschlands, sondern im Interesse der Revolution!
Isto sem falar num manancial inesgotável de impropérios que Karl Marx usava para se referir a “ser humano” (cachorro, Hund, em suas cartas com Engels, era o mais higiênico) e contra todos os povos que achava que deveriam perecer na Revolução. Há muitas citações falsas, como a do “Holocausto revolucionário”, mas a coisa não melhora muito quando vemos como Marx defendia até mesmo o imperialismo prussiano contra franceses.
Boa parte das diatribes do homem que queria trazer o reinado de Lúcifer na Terra (são palavras dele) também é compilada em Requiem for Marx, organizada por Yuri Maltsev (veja só, Luciana! um cara que trabalhou como economista da Academia Soviética de Ciências, e que por isso contou todos os podres da “medicina socialista de primeiro mundo” antes de o Mais Médicos expô-los a quem não acreditava! e hoje editor de livros contra a pobreza, através do capitalismo!).
Aparentemente a senhora precisa estudar o que Danilo Gentili e nós, liberais-conservadores, estudamos anos antes da senhora. A senhora chega com a farinha, nós já temos todo o bolo.
Então, como não concluir que nações que praticaram democídio, o assassinato da população civil pelo governo, na feliz expressão do professor Rudolph Rummel (indicado ao Nobel da Paz e lembrado por seu falecimento recente no Memorial das Vítimas do Comunismo), como sendo comunistas e marxistas?
Quando Lenin confisca a produção de grãos e a redistribui a partir de um aparato burocrático central, não está sendo comunista? Quando pratica o Holodomor, o genocídio de mais de 4 milhões de ucranianos de fome para puni-los por serem “contra-revolucionários” (ou seja, não darem todos os grãos que produziram aos burocratas que não o produzem, e querem tomá-los à força, na primeira reforma agrária do século XX), não está agindo como Marx prescreveu? E não é o modelo educacional centralizado que você prega que faz com que Holodomor nunca caia no vestibular, e seja completamente desconhecido do Brasil? Que tal “estudar um pouco o assunto”, candidata?
Como o velho Marx, que não reconheceu a filha que teve com a empregada (!) e levou duas filhas ao suicídio, e o velho Engels, que dava festas para seu próprio bigode (sic), virariam no túmulo com isso? Foi escrito por eles!
Não apenas o socialismo existiu – o comunismo também existiu e existe.
“Comunismo é um terço prática e dois terços explicação.”
- Will Rogers
Voltemos a Karl Marx, que a senhora garante que foi “deturpado”. Lá pelo final do capítulo 3 d’O Capital, Marx explica como será a transição da fase socialista – o totalitarismo estatal pior do que o nazismo – para o comunismo, a sociedade “sem Estado”. Ora, em apenas um parágrafo e meio de tergiversação, o menino-que-queria-ser-Lúcifer explica que, na verdade, a idéia de uma fase social “sem Estado” significa que o socialismo está tão consolidado que já é indistinto da sociedade, não precisando mais ser imposto à força.
Com isso, todos os órgãos da Revolução, seus tribunais revolucionários, sua burocracia infinita, sua redistribuição centralizada tornam-se órgãos da sociedade. Assim, Estado e sociedade estão tão fundidos que já não se fala mais em transição, e sim num pleno comunismo consolidado.
Portanto, Luciana Genro, não tenho nenhuma fonte além de Karl Marx ELE PRÓPRIO para garantir que Stalin escravizando milhões no Gulag e em construções “populares”, onde morriam centenas de milhares como a construção do Canal Mar Branco-Báltico, era já comunista, e não socialista. Ninguém mais sequer cogitava a idéia de um retorno ao capitalismo.
Quando Mao Zedong, após seu Grande Salto para a Frente, sua Revolução Cultural e outros métodos de confisco de grãos que deixaram os camponeses comendo 100 g de grãos por dia, tornando cascas de árvore uma das maiores iguarias da China comunista, já estamos não no socialismo, mas no comunismo pleno – tão consolidado que até hoje a China não abandonou o Estado totalitário.
Quando Pol-Pot assassina 24% da população do Camboja em questão de 3 anos, mandando para o abate até mesmo quem seja alfabetizado ou use óculos, está não em “transição”, mas com o comunismo consolidado. O que nem o nazismo nunca conseguiu.
Adolf Hitler, perto de socialistas, cara Luciana Genro, vai pro Tribunal das Pequenas Causas. E ao contrário do que a senhora diz, qualquer interpretação de texto básica não vê isso como “apologia ao nazismo” que ofenda suas “raízes judias”, e sim como a maior crítica possível ao internacional e ao nacional-socialismo.
O socialismo que não era socialismo “real”
“Só é possível ter igualdade econômica com uma extrema desigualdade de poder político.”
- Joseph Sobran
Mas talvez a senhora se refira a estudos como o essencial livro Socialismo, de Ludwig von Mises, o maior economista da humanidade, recentemente vilipendiado sem ser lido pela esquerda pois o interesse em suas obras disparou quando voltou a ser conhecido no Brasil. Mais uma vez, só há dois tipos de pessoas: as que criticam Mises e as que já o leram. Nunca os dois tipos estão no mesmo ser vivo.
Neste estudo, Mises prova que o socialismo é, afinal, impossível: estatizar toda a atividade econômica (e até pensamentos podem ser economicamente utilizados) só pode gerar um totalitarismo feroz, mas nunca permitirá que riquezas sejam criadas para toda a população, causando necessariamente fome. Algum país socialista conseguiu viver sem fome, candidata Luciana Genro?
Todavia, há um agravante: Mises sabe que economicamente o socialismo de fato nunca existiu: os irmãos Castro, os dois homens mais ricos do mundo, donos de todo o trabalho escravo de uma ilha inteira, proíbem até que alguém que não tome todo o café que consegue com sua carta de racionamento (já existiu isso em algum capitalismo laissez-faire, Luciana?) venda o excedente para não causar desigualdade, mas as pessoas continuam vendendo livremente às escondidas, ou todos morreriam de fome em qualquer socialismo.
Porém, Mises também sabe que isso não impede que o socialismo como sistema político de imposição ditatorial de um totalitarismo seja uma realidade que mais de 150 milhões de vidas sentiram em suas peles.
Socialismo, o poder total do Estado sobre o indivíduo
“Comunismo é o poder soviético, mais a eletrificação do resto do país.”
- Vladimir Lenin
leninAgravamos: seu discípulo, Friedrich Hayek, Nobel de Economia, em um dos livros mais importantes do século XX, O Caminho da Servidão, mostra que o poder necessário para se construir um centralismo burocrático exige muito mais do que o poder para apenas manter a lei de manutenção da paz. Com o tempo, gasta-se mais esforços cuidando do próprio centralismo do que tratando de distribuição de renda, confisco de terras ou o que quer que seja.
Exatamente a situação do Brasil hoje, não? Parece que gastamos mais com propaganda e shows partidários na Petrobras do que lembrando que ela é uma empresa de petróleo. Ela sozinha tem 10 vezes mais assessores de imprensa do que todos os grandes jornais do Brasil somados. É o caminho da servidão com petrodólares.
Mais cirúrgico ainda: sua análise deslinda como a nova esquerda, preocupada em “direitos” dados a grupos específicos, também age em função do totalitarismo: cada nova lei para proteger uma minoria, cada “criminalização” de um comportamento até ontem normal, ou ao menos tolerável e “convivível” é mais uma siracura atolada de burocratas para verificar se a auto-declaração racial de um candidato a cotas está correta – feita no olhômetro, claro. E assim por diante.
Quando os liberais brasileiros descobrirem isso, também ressuscitarão a importância de Hayek à atualidade, pode apostar. Ninguém melhor do que ele para explicar por que o socialismo começa tentando “emancipar” os pobres e termina apenas tentando assassinar e roubar os ricos.
A ditadura do proletariado “democrática”?!
“Mesmo agora nós sentimentos que Stalin foi devotado ao comunismo, ele era um marxista, e isto não pode e não deve ser negado.”
- Nikita Khrushchev
Estranho mesmo falar que modelos ditatoriais são “deturpação” de Karl Marx, quando o que Marx prega é uma estrovenga chamada “ditadura do proletariado”, como previsto na sua Crítica ao Programa de Gotha.
Este termo suscita muitos debates entre socialistas, como Karl Kautsky, que escreveu um livro assim intitulado criticando a forma como Lenin usava o termo de Marx para justificar tudo.
Ora, em Marx, vemos que a democracia é uma convenção burguesa, um “teatro” (termo que, curiosamente, é o mesmo usado pelo conservador Tocqueville).
Seu pensamento acredita que existem “classes sociais” (note que a taxonomia coloca “classe” como mais estanque e imutável até mesmo do que “família”, “gênero” ou “espécie”, o que é uma boa jogada propagandística de Marx), que supostamente estão em luta. Só que uma classe é “dominante” eternamente, então sempre ganha.
Assim sendo, eleições apenas refletem o interesse da tal “classe dominante” (vocês deixaram esse termo fora de moda porque já estava meio brega, né?). Para Marx, portanto, toda democracia seria uma “ditadura de classe”, e quando um proletário subisse ao poder, ao invés de jogar o jogo da “convenção burguesa”, deveria fazer Revolução, ou seja, não dividir o poder.
Isto é o que pensam até mesmo os líderes do PCdoB – basta tomar o poder e não largar o osso. Não precisarão mais dividir o poder, pois o interesse de um é o interesse de todos – os “proletários”, os “trabalhadores”, hoje os “progressistas”, já que o capitalismo é tão bom que faz com que ninguém mais dependa da prole e as idéias comunistas só vicejem em solo em que ninguém faça trabalhos pesados.
Como crer, então, que homens plenipotentes do destino de cada homem sob sua jurisdição, de Lenin a Kim Jong-un, de Tito a Choummaly Sayasone, de János Kádár a Muammar Qaddafi, não sejam ditadores brutais exatamente como Marx queria?!
O comunismo – não apenas o socialismo – pasme, existiu!
“A verdadeira questão por trás dessas pessoas que são contra armas, a razão pela qual o fazem é porque elas querem controle. Elas querem controle das pessoas. É isto que é o socialismo e o comunismo.”
- Luke Scott
Com tudo isso que estudamos, ao contrário da senhora, talvez seja a hora de lidar com Kuehnelt-Leddihn. Ele sabia que o apelo do comunismo é aristocrático, ao contrário do que a senhora pensa e quis erroneamente dar a entender ao pobretão Danilo Gentili – e que explicaria porque ele cativa tanto a senhora, ricaça que nunca precisou pegar um trem de subúrbio 11:40 da noite na vida.
No século XIX, ser funcionário público era o auge da carreira de alguém (lembre-se que Hegel, como professor de filosofia, tinha um status público comparável a um ministro de Estado). Com o aparato estatal poderoso da ascensão do Estado moderno, mas ainda não tentando administrar coisas que não são da sua alçada como a economia, funcionários públicos eram oficiais militares, burocratas de alto escalão, gestores de gastos e administração ou relações exteriores. Apenas administradores muito bem preparados, portanto.
A promessa do comunismo, a abolição da propriedade privada e a transformação de todos em funcionários públicos, chamava a atenção não de uns pobretões como Danilo Gentili ou eu, Luciana Genro, mas de gente que nada em dinheiro como a senhora. Era uma promessa de fartura como dizer hoje que todos receberão verba partidária, como a que a senhora recebe.
Contudo, como Frédéric Bastiat já havia alertado no começo do século XIX, a conta não fecha: se toda a sociedade vive do Estado, quem vai bancar o Estado? O Estado é a entidade que apenas age por força dentro de um território. É por isso que a idéia de estatizar tudo atrai tanta gente psicopata, e por isso que o socialismo não pode ser senão uma força de coação extrema.
Todavia, retomando o conceito clássico de “democracia” de Platão e dos gregos até Tocqueville, ou seja, a corrupção da “politéia”, as leis muitas vezes não-escritas que regem um povo, Kuehnelt-Leddihn considera que tanto o nazismo como o comunismo, nesse sentido clássico, seriam “democracias”, ou seja, corrupção da politéia: lá não vale uma lei que proteja os indivíduos, e sim a tirania da maioria. Tendo 50% mais 1 dos votos, qualquer coisa pode se tornar legítima, inclusive estes 50% + 1 matarem os 49,9…% restantes. É o nazismo propondo a “solução final” contra os judeus, é o socialismo “expurgando” os “kulaks” (equivalente ao português “coxinha”, que deveria designar ricos, mas passa a designar qualquer um que não aceite o poder total socialista).
São os tribunais revolucionários da “lei como criança” de que fala Aleksandr Solzhenitsyn quando comenta como era “legítimo” e coisa do sistema (e não obra de doença mental de um homem só) matar dezenas de milhões no regime soviético, pois a lei era para “a classe trabalhadora”, expurgando a burguesia – e não é a senhora mesma que quer uma lei para tomar o dinheiro dos ricos à força? Sob qual pena? Depois, o que virá?
Esta “democracia” em sentido clássico é apenas o primeiro passo do totalitarismo (o que é corroborado por Hannah Arendt, Alain Besançon e praticamente qualquer outro estudioso do totalitarismo, cara Luciana Genro; viu como nós estudamos, e a senhora não?). Afinal, não é um poder dividido, ou com alguma lei eterna de contrapeso: é a ditadura do proletariado, é o socialismo como Partido-Estado, é a autonomia dos povos, que decidem sem leis o que querem pela força da maioria. É, em suma, genocídio.
Como se vê, Kuehnelt-Leddihn não reclamaria de vocês considerarem que fazem a “ditadura do proletariado democrática” – apenas sabe que ter até nosso direito à vida não assegurado por leis imutáveis da politéia, mas sendo discutido pela ditadura da maioria, não pode conviver com a palavra “liberdade”.
E os milhões de mortes?
“Comunismo não é amor. Comunismo é o martelo que usamos para esmagar o inimigo.”
- Mao Zedong
Resta então a questão final: e a montanha de cadáveres de que Roger, do Ultraje a Rigor, falou para a senhora?
Ora, já vimos que socialismo MARXISTA é matar populações inteiras, é ter o poder completo sobre as pessoas mesmo que isso mate-as de fome, é criar uma ditadura totalitária de poder e coação sobre corpos e mentes. Mas de onde Roger tirou o dado de que o comunismo matou 80 milhões de pessoas no século XX?
Roger parece estar bastante equivocado. O número é incrivelmente superior. Talvez seja o dobro. Os dados são de ex-comunistas que tentaram ainda salvar sua honra escrevendo O Livro Negro do Comunismo, que na França só obteve como resposta muxoxos ocos como os chavões da sua farândola.
A dificuldade em enumerar as mortes não é de mero “chute”, como afirmou recentemente uma colunista brasileira fofinha e burrinha – é de determinar se as mortes por fatores como fome, guerra, exaustão etc merecem entrar na conta do comunismo, ou só de comunistas individualizados. Pelo que estudamos acima, sim, a culpa é do sistema.
Archie Brown, um dos maiores estudiosos do comunismo, no livro Ascensão e Queda do Comunismo,resenhado por mim conta que antes mesmo de a Segunda Guerra eclodir, mais de 4,5 MILHÕES de soldados russos morreram. A culpa de Stalin era enorme: seu sistema tratava como “traição” qualquer resultado pífio – e assim é o comunismo em todo lugar – e mandou para a cadeia muitos marechais antes da guerra. Na histeria que é a luta por maioria, marechais iam da cadeia para o heroísmo nacional em questão de semanas.
As populações eram usadas para proteger o sistema comunista, e não o contrário. Presos políticos (eles não existiriam se o sistema não fosse comunista, não é?) eram usados para marcharem sobre campos minados, para depois o Exército Vermelho passar. Praticamente sem entrar em confronto com os alemães, 20 milhões de soldados soviéticos morreram na Segunda Guerra de frio (com um sistema que não produzia nem roupas para soldados, que dormiam dentro de animais mortos para se aquecer), fome (faziam uma refeição por dia, contra 5 dos soldados americanos), doenças e afins.
Como não computar na conta do comunismo? Fossem países capitalistas, dificilmente teriam morrido tanto. Mas ainda assim, são lembrados mais como mortos pela guerra do que pelo comunismo.
Qualquer averiguação sempre os joga para o alto. Como é o Memorial das Vítimas do Comunismo, que nem tem uma conta tão pessimista (não conta muitas das que citei), marca 110 milhões de mortos graças ao comunismo. O nazismo matou 6 milhões de judeus, e em tempo de guerra.
Primeira conclusão
“Socialismo, como as antigas ideias de onde ele surge, confundem a distinção entre governo e sociedade. Como resultado, sempre que criticamos uma coisa feita pelo governo, os socialistas concluem que criticamos esta coisa feita em si.”
- Frédéric Bastiat
BastiatDesta forma, Luciana Genro, parece que quanto mais estudamos o socialismo, mais nojo temos dessa coisa – como não é possível estudar o nazismo e continuar gostando. Parece mesmo que quem defende um ou outro ou é mal caráter, ou está mal informado. Estou apostando na segunda hipótese.
E isso porque não falamos dos argumentos econômicos de Thomas Woods ou Hermann-Hoppe, das análises da esquerda moderna “não-socialista” que põe o mundo nas mãos de um comuno-fascista como Vladimir Putin, das pesquisas históricas envolvendo os arquivos de Moscou, das discussões políticas atuais que envolvem o movimento comunista, de dissidentes e fugitivos (quase todos eles antigos crentes na religião do comunismo!), que vão de Solzhenitsyn e Arthur Koestler a Vladimir Bukovsky…
E nem falamos do mais importante para se entender o pensamento socialista/de esquerda: o incrível Main Currents of Marxism, de Leszek Kołakowski. E os historiadores, de Anne Applebaum a Orlando Figes?
E os argumentos contra Marx, de Böhm-Bawerk (que mostrou que não existe “mais-valia” antes de Marx terminar de escrever O Capital) a Benedetto Croce, mostrando que o “materialismo histórico dialético” é uma mentira?
Assim, espero ter mostrado à senhora que, estudando, as pessoas deixam de ser de esquerda, e não o contrário. Que não somos liberais e/ou conservadores por sermos malvados, e sim por sabermos algo que vocês não sabem.
Talvez percebendo isso, a senhora resolva estudar o que não estudou e daqui a uns anos apareça como uma nova dissidente, como David Horowitz, Thomas Sowell, Eric Voegelin, Andrew Breitbart, Koestler e tantos outros o são. E possa passar a atuar politicamente e quem sabe escrever sobre como estava errada durante todo esse tempo, e que o caminho correto é lutar pela liberdade, e não pelo socialismo, o controle total sobre outras pessoas.
O caminho está aberto para a Luciana Genro direitista 2024, após uma década de estudos. Será muitíssimo bem recebida, cara Luciana Genro.

Flavio Morgenstein

fonte: http://www.institutoliberal.org.br/blog/carta-aberta-luciana-genro-pt-1-eu-aceito-o-desafio-e-estudei-o-socialismo/