terça-feira, 9 de setembro de 2014

Rotina esquerdista: A culpa não é do criminoso, mas da sociedade

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Sem dúvida, essa é a rotina número 1 do esquerdista em sua saga de apologia ao crime.
A  importância desta rotina é tamanha que simplesmente ela representa toda a base da crença esquerdista em relação aos crimes e criminosos. Mais ainda: sustenta toda a cosmovisão do esquerdista.
Nesta visão, o ser humano, isoladamente, é “sempre bom” (ou ao menos maleável ao limite do infinito para sê-lo), mas, se alguém possui comportamentos considerados corruptos e amorais, significa que estes comportamentos surgem por culpa da sociedade, e não da própria pessoa.
Basicamente, nesta tese, o meio é responsável pelo comportamento de alguém, ao invés da pessoa que adotou o comportamento.
Esse tipo de inversão surge desde os tempos de Rousseau, e tudo foi especialmente amplificado por Marx. É exatamente em cima desta crença injustificada que surgiu a idéia de que nossa civilização deveria passar por uma ditadura do proletariado, para, em seguida, partir para a sociedade sem classes.
A sociedade sem classes seria o status original da sociedade, e, se o ser humano um certo dia viveu sob esta condição, então um dia pode voltar a viver sob a mesma condição. A ditadura do proletariado faria a transição.
O erro, tanto de Rousseau como de Marx, reside na visão distorcida da natureza humana, partindo da idéia de que o animal humano, ao nascer, é uma tábula rasa. A verdade é que o ser humano pode ser condicionado de acordo com o meio, mas isso ainda não significa que seus instintos sejam dissipados. Na verdade, permanecem adormecidos, prontos para serem despertados de acordo com o alarme adequado. Um dos alarmes, por exemplo, é o conhecimento, inclusive tecnológico, que o ser humano não possuía nos tempos tribais.
Em suma, o ser humano hoje possui ambições que não possuía, pois há conhecimento para que ele possua tais ambições. A sociedade, como um ente abstrato, não pode regular esta busca contínua por conhecimento. Incluindo conhecimento tecnológico.
Já não vivemos em uma era onde a diferença entre o pajé e um desfavorecido era um cocar diferente, e mais mulheres ao seu redor. A diferença pode ser de poderio tecnológico, ou qualquer outra forma de poder, especialmente consolidado através do conhecimento.  Mas ainda assim, esse é o fluxo inevitável da sociedade. Até mesmo as sociedades comunistas buscam a evolução tecnológica e o conhecimento.
Não há uma “sociedade maligna”, que corrompe o homem, assim como não havia uma “sociedade pura”, que jamais corrompia o homem. Isso era apenas um salto de fé de Rousseau, jamais baseado em evidências.
O livro Os Bons Anjos de Nossa Natureza, de Steven Pinker (que erra em sua teoria, mas acerta magnificamente no levantamento dos dados históricos), nos mostra uma longa história de animais humanos quebrando o “contrato social”. Estes eram ainda mais perigosos nas eras tribais, quando existia uma sociedade praticamente sem classes.
Em outras palavras, um indivíduo da espécie humana não é uma máquina pura (uma tabula rasa), mas uma amostra plenamente capaz de se adaptar à sociedade vigente, e, de acordo com as regras do jogo, decidir quebrá-las.
Hoje em dia, o criminoso tem um agravante, ao invés de um atenuante: nossa sociedade, mesmo secularizada, deu espaço para doutrinas que pregam caridade e amor ao próximo, ajudando a cravar no senso comum a noção de que morte, roubo e estupro são crimes abomináveis.
A crença de que todos os seres humanos são tábulas rasas, corrompidos por uma sociedade maligna, é apenas uma fantasia esquerdista que, ao demolida, destrói todo o castelo de cartas ideológico que eles internalizaram. Para tirar o chão por debaixo dos pés do esquerdista, basta estudarmos a história das civilizações, aliando esse conhecimento à psicologia evolutiva.
Entretanto, mesmo que eles sejam dependentes psicologicamente dessa crença, isso não muda o fato de que é uma crença ao mesmo falsa como também perigosa.
É esta crença, enraizada no sistema límbico profundo de todo esquerdista, que os incapacita a perceber a responsabilidade de um criminoso por um crime. Só que seja hoje, seja nos tempos das cavernas, a responsabilidade é a mesma. Apenas as condições ambientais são diferentes, e o animal humano se adapta a elas.
Quer dizer, cada vez menos há uma justificativa moral para alguém colocar culpa na sociedade por um ato criminoso que pratique.
Assim, ao inverso do que a crença esquerdista prega, a culpa de um crime doloso é sempre de um criminoso, e a sociedade onde o crime ocorre é apenas uma condição ambiental.

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