“Ah! Política, Futebol e Religião não se discute!”
E tão prontamente víamos os ânimos esfriarem, as pessoas mudarem de assunto, alguém menciona o tempo, uma frente fria que ouviu vai chegar esta madrugada, algum restaurante que foi, que encontrou algum amigo, você não sabe como está a Cidinha, casou acredita?
Essa frase para mim representa a morte da política propriamente dita, afinal ela apresenta uma incompatibilidade brutal: Política se discute sim. Política sem discussão não é política. Toda vez que alguém proferir tais palavras temos o dever cívico de levantar e dizer não! Política deve sim ser discutida. E discussão é sim um conflito de ideias, onde temos pessoas com diferentes históricos, pessoais e familiares, que lhes dão diferentes visões de mundo e que lhes trouxeram até aquele ponto a ter aquela determinada visão. Quando duas pessoas se encontram, e contrapõem suas ideias, temos um momento mágico acontecendo, temos a verdadeira e pura política sendo feita, ali mesmo, naquela mesa do bar, ou na mesa de jantar da sua sogra.
Sempre que estivermos em uma situação como a descrita, enfrentemos o desconforto do embate, vamos colocar em voga nossas ideias, independente da força ou da posição do outro lado (uma dica, mesmo quando a pessoa discorda veementemente de você ela vai passar um bom tempo refletindo a respeito do que você disse), e vamos fazer política ali mesmo em nosso núcleo familiar, de amizades, etc. Não vou vir aqui com essa bobagem de quem ganha é seu país, sociedade, etc. Nada. Quem ganha é você. O embate de ideias ocorre desde que o homem teve que convencer seus amigos de que era seguro manter uma chama de fogo dentro da caverna, e sempre fez com que evoluíssemos intelectualmente, não vamos impedir de crescer nosso potencial intelectual pois, isso ou aquilo não se discute.
O convite que quero deixar aqui, para todos os amigos e leitores do Liberzone é: Vamos discutir política sim! (E porque não futebol e religião também, oras?).
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